Brasil deve voltar ao top 8 das maiores economias do mundo em 2027, prevê FMI

Projeções também indicam que a economia ultrapassará US$ 3 trilhões em 2029, apesar da desaceleração do crescimento real.

Publicado em 15 de outubro de 2026 às 22:39

FMI.
FMI. Crédito: Reprodução

O Brasil deve voltar à oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, ultrapassando Itália e Rússia, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcance US$ 2,796 trilhões no período, acima dos US$ 2,772 trilhões previstos para a Itália e dos US$ 2,675 trilhões projetados para a Rússia.

Em 2026, o país ainda deve ocupar a décima posição no ranking, com PIB estimado em US$ 2,655 trilhões. No mesmo ano, a Rússia deve registrar US$ 2,861 trilhões, enquanto a Itália aparece com US$ 2,702 trilhões.

A mudança prevista para 2027 ocorre porque o valor projetado para a economia brasileira supera o das duas concorrentes. Pelas estimativas do FMI, o Brasil deve permanecer na oitava posição nos anos seguintes e alcançar um PIB de US$ 3,398 trilhões em 2031.

PIB deve superar US$ 3 trilhões em 2029

As projeções também indicam que a economia brasileira deve ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal pela primeira vez em 2029, quando o indicador deve chegar a US$ 3,056 trilhões.

O PIB nominal soma o valor dos bens e serviços produzidos em um país e, nesse ranking, é calculado em dólares sem descontar os efeitos da inflação. Por isso, a posição de uma economia pode mudar em razão de fatores como variações de preços e da taxa de câmbio, sem representar necessariamente um avanço equivalente na produção real.

Em 2026, o PIB brasileiro projetado em US$ 2,655 trilhões também deve superar o maior valor anterior da série mencionada, registrado em 2011, quando chegou a US$ 2,614 trilhões.

Crescimento real deve desacelerar

Apesar da melhora prevista na posição do ranking internacional, o FMI projeta uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira. A taxa deve passar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.

O crescimento real mede a variação da produção de bens e serviços descontando os efeitos da inflação. Assim, o avanço do PIB nominal em dólares não significa, necessariamente, uma aceleração da atividade econômica.

A inflação brasileira também deve recuar gradualmente, segundo as estimativas. A projeção é de 5% em 2025, 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027.

Já a taxa de desemprego prevista deve subir de 6% em 2025 para 6,2% em 2026 e 6,8% em 2027.

Déficit externo deve diminuir

As projeções do FMI ainda apontam redução do déficit em transações correntes, indicador que reúne o saldo das operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o Brasil e outros países.

O resultado negativo, que deve corresponder a 2,9% do PIB em 2025, pode cair para 2,4% em 2026 e 2% em 2027.

Com informações do G1.