Brasil projeta colher 354,5 milhões de toneladas de grãos em 2026

Dados do IBGE mostram crescimento de 2,4% em relação ao ano passado, com expansão na área cultivada e destaque para os principais produtos do campo.

Publicado em 15 de outubro de 2026 às 11:35

Brasil projeta colher 354,5 milhões de toneladas de grãos em 2026
Brasil projeta colher 354,5 milhões de toneladas de grãos em 2026 Crédito: Reprodução/Agência Brasil

O campo brasileiro continua quebrando recordes e mostrando sua força na economia. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa de setembro para a safra de grãos de 2026 aponta um volume impressionante de 354,5 milhões de toneladas.

O número representa um crescimento de 2,4% quando comparado ao desempenho de 2025, ano em que o país colheu 346,1 milhões de toneladas. Em relação à previsão de agosto, o cenário manteve-se praticamente estável, com um leve acréscimo de 0,4%, o que representa mais 1,56 milhão de toneladas nos celeiros nacionais. Para acomodar essa produção histórica, a área total colhida também cresceu, atingindo 83,2 milhões de hectares um aumento de 2% em relação ao ciclo anterior.

O peso do trio de ouro: soja, milho e arroz

Como já é tradição no cenário agrícola nacional, o trio formado por soja, milho e arroz dita o ritmo da produção. Juntos, esses três cultivos respondem por expressivos 93% de toda a estimativa de colheita e ocupam 87,3% da área destinada ao plantio no país.

A grande estrela do levantamento é a soja, cuja colheita foi projetada em 175 milhões de toneladas, registrando um avanço de 5,4% frente ao ano passado, acompanhado por um crescimento de 1,3% na área de cultivo. O milho também desempenha um papel fundamental, com uma estimativa de 143,3 milhões de toneladas alta de 1,1%, divididas entre 29,7 milhões de toneladas na primeira safra (um salto expressivo de 15,5%) e 113,6 milhões de toneladas na segunda safra.

Por outro lado, o arroz em casca apresentou comportamento distinto: a produção foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, acompanhada por uma retratação de 11,4% no volume e de 12,6% na área a ser colhida em comparação ao período anterior.

O comportamento dos demais cultivos

Enquanto alguns grãos celebram altas expressivas, outros setores enfrentam ajustes pontuais. É o caso do trigo, cuja projeção para 2026 ficou em 5,9 milhões de toneladas, representando um recuo de 24% em relação a 2025.

O algodão herbáceo em caroço também registrou leve baixa, estimada em 9,5 milhões de toneladas (queda de 3,9%), assim como o feijão, que apontou redução de 6,6% em sua produção. Em contrapartida, o sorgo apareceu em rota de crescimento, com estimativa fixada em 6 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 11% na comparação anual.