BTG Pactual sofre ataque hacker, suspende Pix e apura desvio milionário

Em nota, a instituição confirmou a identificação de “atividades atípicas” nas operações, mas não divulgou valores oficiais

Publicado em 22 de março de 2026 às 18:56

Em nota, a instituição confirmou a identificação de “atividades atípicas” nas operações, mas não divulgou valores oficiais
Em nota, a instituição confirmou a identificação de “atividades atípicas” nas operações, mas não divulgou valores oficiais Crédito: Reprodução 

O BTG Pactual (BPAC11) foi alvo de um ataque hacker neste domingo (22), que resultou no desvio de recursos relacionados ao sistema Pix. Em nota, a instituição confirmou a identificação de “atividades atípicas” nas operações, mas não divulgou valores oficiais.

De acordo com informações de bastidores, o montante inicialmente desviado pode ter chegado a cerca de R$ 100 milhões. Parte significativa do valor, no entanto, já teria sido recuperada pelo banco, restando ainda entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões a serem localizados.

O banco esclareceu que os recursos afetados não pertenciam a contas de clientes, mas sim a valores mantidos junto ao Banco Central do Brasil. A instituição também reforçou que não houve acesso a dados de correntistas, nem exposição de informações sensíveis.

Ainda segundo fontes, o Banco Central identificou indícios de irregularidades nas primeiras horas da manhã e iniciou o envio de alertas por volta das 6h. Apesar disso, os sistemas da autoridade monetária não foram comprometidos.

Como medida preventiva, o BTG suspendeu temporariamente as operações via Pix enquanto investiga o caso. O banco afirmou que a segurança segue como prioridade e orientou clientes a utilizarem os canais oficiais em caso de dúvidas.

O episódio se soma a outros ataques recentes envolvendo o sistema de pagamentos. Em junho do ano passado, um ataque à empresa C&M Software resultou no desvio de mais de R$ 800 milhões. Já em setembro, a empresa de tecnologia Sinqia também foi alvo de hackers, em um caso que desviou cerca de R$ 710 milhões, sendo a maior parte posteriormente bloqueada pelo Banco Central.