Dólar sobe mais de 10% e B3 amplia limites de queda com estresse nos mercados no 1º pregão pós-eleição

Moeda norte-americana é negociada a R$ 5,52 à vista, enquanto o Ibovespa futuro e ações de grandes bancos despencam em meio a forte aversão ao risco.

Publicado em 26 de outubro de 2026 às 12:51

Dólar sobe mais de 10% e B3 amplia limites de queda com estresse nos mercados no 1º pregão pós-eleição
Dólar sobe mais de 10% e B3 amplia limites de queda com estresse nos mercados no 1º pregão pós-eleição Crédito: Reprodução/B3

O mercado financeiro brasileiro opera sob forte estresse e volatilidade na manhã desta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O resultado nas urnas contrariou as projeções de parte do mercado, que precificava maior probabilidade de vitória do adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Por volta das 11h13, o dólar à vista registrava alta de 10,55%, sendo negociado a R$ 5,520 na venda. Já o dólar futuro para novembro o contrato mais negociado na B3 disparava 12,58%, cotado a R$ 5,600. No câmbio comercial, a moeda opera com compra a R$ 5,519 e venda a R$ 5,520.

O clima de aversão ao risco provocou forte pressão vendedora em toda a B3. O contrato do Ibovespa futuro com vencimento em dezembro chegou a recuar 14,84%, na casa dos 177.215 pontos. Com o movimento acentuado, a B3 acionou mecanismos de proteção e ampliou os limites de oscilação diária para os contratos futuros de 15% para até 20%.

As ações das principais instituições financeiras e de empresas de grande peso no índice também registram perdas profundas:

Banco do Brasil (⁠BBAS3⁠): Recua 31,35%, cotado a R$ 16,97.

Bradesco (⁠BBDC4⁠): Apresenta queda de 24,55%, negociado a R$ 15,37.

Itaú Unibanco (⁠ITUB4⁠): Cai 15,63%, operando a R$ 40,75.

Varejo e Demais Setores: O mapa de calor da bolsa aponta perdas próximas a 50% em papéis ligados ao consumo e ao varejo (como C&A, Magazine Luiza, Localiza e MRV), refletindo a apreensão dos investidores com o cenário fiscal e a trajetória dos juros futuros.

No mercado de renda fixa, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 avançaram 54 pontos-base, atingindo taxa de 14% ao ano, em um reflexo direto do reajuste de expectativas econômicas frente ao novo governo.