Endividamento das famílias cresce entre quem ganha acima de 10 salários mínimos

A pesquisa considera como dívida compromissos como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimos, crédito consignado e financiamentos de carro ou casa

Publicado em 12 de março de 2026 às 16:31

A pesquisa considera como dívida compromissos como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimos, crédito consignado e financiamentos de carro ou casa
A pesquisa considera como dívida compromissos como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimos, crédito consignado e financiamentos de carro ou casa Crédito: Reprodução 

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,2% em fevereiro, o maior nível da série histórica, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O destaque do levantamento é que o maior crescimento ocorreu entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos, cerca de R$ 16,2 mil por mês.

Nesse grupo, o índice de endividamento subiu 1 ponto percentual, passando de 68,3% em janeiro para 69,3% em fevereiro, a maior variação entre todas as faixas de renda.

A pesquisa considera como dívida compromissos como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimos, crédito consignado e financiamentos de carro ou casa.

Nas outras faixas de renda, o avanço foi menor:

• 0 a 3 salários mínimos: de 82,5% para 82,9%

• 3 a 5 salários mínimos: de 82,2% para 82,9%

• 5 a 10 salários mínimos: chegou a 78,7%, com alta de 0,5 ponto

O estudo também mostra que a inadimplência voltou a subir, atingindo 29,6% das famílias, após três meses de queda.

Apesar disso, o comprometimento médio da renda com dívidas ficou em 29,7%, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. Atualmente, mais da metade das famílias (56,1%) compromete entre 11% e 50% da renda mensal com pagamentos de dívidas.