Estatais federais fecham 2025 com déficit de R$ 5,1 bilhões

Resultado melhora em relação a 2024, mas mantém alerta sobre impacto nas contas públicas

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 15:45

Resultado melhora em relação a 2024, mas mantém alerta sobre impacto nas contas públicas
Resultado melhora em relação a 2024, mas mantém alerta sobre impacto nas contas públicas Crédito: Reprodução

Em 2025, as empresas estatais federais encerraram o ano com um déficit de R$ 5,1 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (30), mantendo o setor no vermelho e sob atenção do governo.

O resultado negativo indica que, ao longo do ano, as despesas dessas companhias superaram as receitas, o que gerou necessidade de financiamento. Apesar de representar uma leve melhora em comparação a 2024, quando o rombo chegou a R$ 6,7 bilhões, o desempenho ainda é considerado elevado quando observado em uma série histórica mais ampla.

Em 2023, por exemplo, o déficit das estatais federais havia sido de R$ 656 milhões, número significativamente menor. Já em 2022, o resultado negativo somou R$ 4,8 bilhões, enquanto em 2021 ficou em R$ 3 bilhões. Mesmo com a redução frente ao pico registrado no ano passado, os dados mostram que as contas das empresas públicas seguem pressionadas.

O levantamento do Banco Central considera apenas as estatais federais não financeiras e deixa de fora grandes companhias e instituições como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. Essas empresas não entram no cálculo por terem características próprias de atuação e resultados que poderiam distorcer a análise do impacto fiscal das demais estatais.

Entre as companhias que mais pesaram no resultado de 2025 estão os Correios, que voltaram a registrar déficit. A situação da empresa tem sido acompanhada de perto diante do aumento das despesas operacionais e das dificuldades para ampliar receitas em um mercado cada vez mais competitivo.

O desempenho das estatais federais reacende o debate sobre o papel dessas empresas no equilíbrio das contas públicas. Resultados negativos recorrentes ampliam a pressão sobre o Tesouro Nacional e reduzem a margem de manobra do governo para cumprir metas fiscais e planejar investimentos.