Publicado em 24 de julho de 2026 às 09:32
Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros, elevando significativamente o custo de exportação para o mercado norte-americano. A medida, que entrou em vigor nesta sexta-feira (24), adiciona uma taxa de até 12,5% a produtos do Brasil, que já estavam sujeitos a uma sobretaxa anterior de 25%.>
Na prática, a combinação das tarifas pode levar a uma tributação total de até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras, colocando o país entre os mais afetados pela política comercial norte-americana recente.>
Investigação e justificativa>
A decisão foi tomada com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento que permite ao governo aplicar sanções comerciais contra países considerados desleais. A investigação aponta que o Brasil não estaria combatendo de forma adequada o uso de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas. >
Além do Brasil, a medida atinge dezenas de parceiros comerciais. As novas tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, fazem parte de uma política mais ampla voltada a pressionar países a adotarem regras mais rígidas contra práticas consideradas abusivas no comércio internacional. >
Escalada tarifária>
Antes dessa nova etapa, o governo norte-americano já havia imposto uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, também no âmbito da mesma investigação comercial.>
Com a soma das taxas, setores exportadores como indústria, agronegócio e manufaturados podem enfrentar perda de competitividade no principal mercado consumidor do mundo.>
Reações e impactos>
A decisão provocou críticas de diversos países, incluindo o Brasil, que classificaram a medida como arbitrária e alertaram para possíveis impactos negativos no comércio global. >
Especialistas também apontam que políticas tarifárias dessa magnitude tendem a encarecer produtos e gerar efeitos indiretos na economia internacional, com risco de retaliações comerciais e aumento da instabilidade nos mercados.>
Apesar disso, o governo norte-americano defende que a iniciativa busca reforçar padrões internacionais de trabalho e equilibrar relações comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses do país.>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Danielle Zuquim.>