Publicado em 9 de abril de 2026 às 14:02
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende continuar fazendo ajustes nas contas públicas em 2026, mesmo sendo um ano de eleição. A informação foi dada por Guilherme Mello, que também destacou a criação de mecanismos automáticos para segurar despesas nos anos seguintes.>
Em sua primeira entrevista no novo cargo, após deixar a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Mello afirmou que a mudança deve melhorar a articulação entre os ministérios e tornar a gestão do orçamento mais eficiente.>
Segundo ele, o governo não deve mudar a estratégia por causa das eleições. A ideia é manter uma política de ajustes contínuos, ou seja, pequenas correções feitas ao longo do tempo, tanto para aumentar receitas quanto para controlar gastos.>
“Não trabalhamos com grandes pacotes, mas com medidas constantes que vêm dando resultado”, explicou.>
A fala ocorre em meio à preocupação de economistas sobre um possível aumento de gastos públicos em ano eleitoral, o que poderia pressionar as contas do país.>
O que muda na prática?>
Mello destacou que, após o resultado negativo das contas públicas em 2025 (déficit de 0,4% do PIB), começam a valer regras mais rígidas previstas no novo arcabouço fiscal.>
Entre elas, estão os chamados “gatilhos” — medidas automáticas que entram em ação para conter despesas quando as metas fiscais não são cumpridas.>
Na prática, isso significa:>
• O governo não poderá criar ou ampliar benefícios fiscais (como isenções de impostos);>
• Haverá limite mais rígido para o crescimento dos gastos com servidores;>
• Entre 2027 e 2030, essas despesas só poderão crescer até 0,6% ao ano acima da inflação.>
Essas regras foram aprovadas dentro do novo modelo fiscal criado para substituir o antigo teto de gastos.>
Objetivo: equilibrar contas e manter programas sociais>
De acordo com Mello, o desafio é manter o equilíbrio das contas públicas sem deixar de atender demandas sociais.>
A estratégia do governo é seguir com ajustes graduais, evitando medidas bruscas, enquanto tenta garantir estabilidade econômica e continuidade de programas.>
A expectativa é que esse modelo ajude a controlar o crescimento da dívida pública ao longo dos próximos anos, mesmo com pressões típicas de períodos eleitorais.>
Com informações do InfoMoney>