Publicado em 6 de maio de 2026 às 17:20
O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 termina no dia 29 de maio, e os contribuintes precisam ficar atentos ao preenchimento das informações. Erros simples podem levar à malha fina, atrasar a restituição ou até impedir o recebimento do valor.>
A malha fina acontece quando a Receita Federal retém a declaração para uma análise mais detalhada, após identificar divergências entre os dados informados pelo contribuinte e informações enviadas por empresas, bancos e outras instituições.>
A seguir, veja os principais erros que mais levam contribuintes à malha fina e como evitar cada um deles.>
Omissão de rendimentos>
Um dos erros mais comuns é deixar de informar algum tipo de renda. Isso inclui salários, aposentadorias, aluguéis, investimentos e até rendimentos bancários. Qualquer valor recebido no ano precisa ser declarado. A Receita cruza essas informações com dados de empresas e bancos, e a ausência pode gerar retenção automática.>
Erros com dependentes>
Outro problema frequente é a inclusão incorreta de dependentes. Além de declarar a pessoa, é obrigatório informar também os rendimentos dela, como bolsas de estágio, pensões ou investimentos. Omissões ou duplicidades podem gerar inconsistências e levar à malha fina.>
Criptoativos e apostas esportivas>
Erros na declaração de criptomoedas também estão entre os pontos de atenção. O contribuinte precisa informar corretamente a posse e movimentação desses ativos. Já no caso de ganhos com apostas esportivas, os valores devem ser declarados quando ultrapassam R$ 28.467,20 no ano. Falhas nesses registros podem gerar questionamentos da Receita.>
Rendimentos de aluguel>
Em casos de aluguel, tanto locador quanto locatário precisam declarar corretamente os valores. Quando há imobiliária envolvida, as informações também são enviadas à Receita por meio da DIMOB. Qualquer diferença entre os dados pode levar à retenção da declaração.>
Divergência de informações com terceiros>
Empresas, bancos, planos de saúde e profissionais de saúde enviam dados diretamente ao Fisco. Se o contribuinte informar valores diferentes dos registrados nessas fontes, a declaração pode ser retida para verificação.>
Despesas médicas sem comprovação>
Gastos com saúde só são aceitos quando há documentação que comprove os pagamentos. Informar valores sem recibos ou incluir despesas não dedutíveis pode levar à malha fina.>
Dados bancários incorretos>
Informar conta errada ou de outra titularidade pode atrasar a restituição, mesmo que a declaração não tenha outras pendências. Esse erro impede o depósito do valor.>
Como evitar problemas com a Receita Federal>
Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de erros e garantem mais segurança no preenchimento da declaração.>
Declaração pré-preenchida>
Essa ferramenta já traz dados enviados por empresas, bancos e instituições de saúde. Ela reduz falhas, mas não elimina a responsabilidade do contribuinte. É essencial revisar todas as informações antes de enviar.>
Organização de documentos>
Recibos, comprovantes de renda e despesas dedutíveis devem ser guardados por pelo menos cinco anos. Isso ajuda tanto no preenchimento quanto em possíveis fiscalizações.>
Atenção aos alertas do sistema>
O programa do Imposto de Renda emite avisos automáticos quando identifica possíveis inconsistências. Esses alertas devem ser verificados antes do envio.>
Consulta ao e-CAC>
Após o envio, é possível acompanhar a situação da declaração pelo portal e-CAC. Se houver erro, a correção pode ser feita por meio de uma declaração retificadora. Em casos mais complexos, a orientação de um contador pode evitar problemas maiores.>
Quem é obrigado a declarar o IR em 2026:>
Devem entregar a declaração em 2026 os contribuintes que se enquadram em pelo menos uma das situações abaixo:>
-Quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025>
-Quem recebeu rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 200 mil>
-Quem teve ganho de capital na venda de bens ou operações em bolsa acima de R$ 40 mil>
-Quem vendeu imóvel residencial e comprou outro em até 180 dias com isenção de imposto>
-Quem teve receita bruta acima de R$ 177.920,00 em atividade rural>
-Quem possuía bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025>
-Quem passou a residir no Brasil em 2025 e permaneceu até o fim do ano>
-Quem possui bens no exterior, trust ou estruturas similares>
-Quem teve rendimentos no exterior com aplicações financeiras ou dividendos>
-Quem atualizou imóveis com pagamento de ganho de capital diferenciado>
-Quem utilizou isenção na venda de imóvel com reinvestimento no prazo legal>
A Receita Federal reforça que o cumprimento correto das regras evita problemas e garante mais agilidade na restituição.>