Publicado em 17 de junho de 2026 às 10:47
Após admitir que realizou cobranças indevidas de serviços não contratados por clientes de cartão de crédito durante 14 anos, o Itaú firmou um acordo para devolver os valores cobrados. No entanto, os consumidores receberão apenas o montante original pago, sem juros ou correção monetária.>
O acordo foi firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). Além disso, o banco terá até 2028 para concluir os ressarcimentos.>
Segundo os termos estabelecidos, apenas clientes que registraram reclamações em canais oficiais até dezembro de 2025 poderão ser contemplados. Em muitos casos, os consumidores ainda precisarão comprovar que não contrataram os serviços pelos quais foram cobrados.>
De acordo com a ação coletiva que resultou no acordo, o banco incluía mensalmente nas faturas de cartões de crédito cobranças por serviços que não haviam sido solicitados pelos correntistas. O Itaú também reconheceu a existência de mecanismos que dificultavam a identificação das cobranças e o cancelamento dos descontos.>
Embora não exista um cálculo oficial sobre o total arrecadado com a prática, os números podem ser bilionários. O Itaú afirma possuir cerca de 100 milhões de clientes. Segundo estimativas apresentadas na ação, as cobranças variavam entre R$ 10 e R$ 30 por mês. Considerando uma média de R$ 20 e que apenas 10% dos clientes tenham sido afetados, o valor movimentado ao longo dos 14 anos poderia ultrapassar R$ 33 bilhões.>
O caso levanta questionamentos sobre a dimensão dos prejuízos causados aos consumidores e sobre as condições impostas para a devolução dos valores, já que os clientes não receberão qualquer compensação pela perda financeira acumulada ao longo dos anos.>
Com informaçoes do Metrópoles>