Mercado volátil após eleição: dólar dispara 12,5% e Ibovespa futuro despenca no 1º pregão

Alta nos juros futuros e queda expressiva no mercado futuro levam B3 a ampliar limites de oscilação.

Publicado em 26 de outubro de 2026 às 11:29

Petróleo em alta internacional impulsiona bolsa brasileira e faz dólar recuar para R$ 5,15
Petróleo em alta internacional impulsiona bolsa brasileira e faz dólar recuar para R$ 5,15 Crédito: Reprodução/B3

O mercado financeiro abriu a segunda-feira (26) sob forte volatilidade no primeiro pregão após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo nos primeiros negócios da manhã, às 9h30, o dólar comercial registrou uma arrancada de 12,52%, cotado a R$ 5,60.

A apreensão dos investidores refletiu-se de forma imediata nos contratos futuros da Bolsa de Valores brasileira (B3). O contrato do Ibovespa futuro com vencimento em 16 de dezembro de 2026 chegou a despencar 14,84%, atingindo o patamar de 177.215 pontos, sinalizando uma abertura turbulenta para a sessão regular do mercado de ações.

B3 amplia limites de oscilação e juros futuros sobem

Diante do estresse operacional e da intensidade do movimento vendedor, a B3 acionou mecanismos de proteção e ampliou os limites de oscilação diária para os contratos futuros do Ibovespa. O limite inferior de queda, que inicialmente estava fixado em 15%, foi estendido para até 20% para conter os impactos da volatilidade.

No mercado de renda fixa, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) que balizam as expectativas para as taxas de juros futuras no País também operam em forte alta:

Contratos com vencimento em janeiro de 2027: Avançaram 54 pontos-base, atingindo a taxa de 14% ao ano.

Curva de juros: O movimento reflete o reposicionamento dos agentes econômicos diante dos cenários para a política fiscal e para a condução da economia no novo mandato presidencial.