Publicado em 2 de novembro de 2026 às 08:24
O custo para voar no Brasil voltou a subir no início deste mês. A Petrobras oficializou um novo reajuste médio de 7,2% no preço do Querosene de Aviação (QAV) repassado às distribuidoras, o que representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação aos valores praticados no mês anterior.>
A alta sequencial acende o sinal de alerta no setor aéreo. No mês de outubro, o combustível utilizado na aviação comercial e executiva já havia registrado uma elevação de 11,76% (cerca de R$ 0,65 por litro). Somados, os dois reajustes consecutivos acumulam uma alta expressiva para as empresas do setor no mercado nacional.>
A Petrobras, responsável por cerca de 85% do suprimento nacional de QAV em um mercado aberto à importação, justificou que o alinhamento de preços reflete diretamente a escalada das tensões no Oriente Médio e a paralisação de refinarias devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia.>
A estatal ressaltou, em nota, que os contratos vigentes no país utilizam uma fórmula paramétrica mensal. Esse mecanismo atua como um amortecedor contra a volatilidade diária das cotações internacionais, garantindo oscilações mais suaves ao consumidor brasileiro do que as registradas no exterior.>
Apesar do amortecimento contratual, o impacto financeiro no setor aéreo permanece forte. Dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) apontam que o peso do combustível nas despesas operacionais das companhias saltou da faixa dos 30% para mais de 45% desde o agravamento dos conflitos internacionais, fator que pressiona diretamente o preço final das passagens aéreas.>