Publicado em 2 de setembro de 2026 às 10:29
O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte destaque nesta terça-feira (1º). Mesmo diante de um cenário internacional marcado por turbulências e pela escalada de conflitos geopolíticos entre Estados Unidos e Irã, os ativos do Brasil contrariaram o pessimismo externo. O principal motor dessa guinada foi a disparada do petróleo no mercado internacional, que acabou favorecendo diretamente empresas de peso da bolsa e derrubou a cotação do dólar.>
No encerramento do pregão, a moeda americana registrou baixa de 0,54%, sendo negociada a R$ 5,153, acumulando queda superior a 6% ao longo do ano. Esse movimento cambial ocorreu de forma isolada em relação a economias avançadas, impulsionado pela alta da commodity e pelo comportamento de outras moedas emergentes.>
Pela manhã, o dólar chegou a flutuar após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que cresceu 0,5% e apontou uma desaceleração econômica, reforçando a expectativa de novos cortes na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano.>
Na bolsa de valores, o cenário foi de comemoração. O Ibovespa avançou 1,3% e fechou aos 179.722,48 pontos, após ultrapassar a barreira dos 181 mil pontos durante a sessão, alcançando o nível mais alto desde o dia 12 de maio. O grande destaque ficou por conta da Petrobras, cujas ações ordinárias e preferenciais saltaram mais de 4%, embaladas tanto pelo encarecimento do barril quanto pela recente marca recorde de produção de petróleo no país, que atingiu 4,5 milhões de barris diários em julho.>
Enquanto o mercado brasileiro celebrava os ganhos puxados pelo setor energético, as bolsas norte-americanas sentiram o impacto do pessimismo global, com o índice S&P 500 fechando em baixa de 0,71%.>
A disparada do petróleo com o tipo Brent cotado a US$ 94,65 e o WTI a US$ 90,22 refletiu o temor de investidores com possíveis gargalos na oferta mundial, gerados pelos recentes ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã e pelas crescentes incertezas em torno do Estreito de Ormuz.>