Prévia do PIB registra queda de 0,6% em junho e sinaliza desaceleração da economia brasileira

Indicador do Banco Central teve ritmo mais fraco no segundo trimestre de 2026.

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 09:38

Prévia do PIB registra queda de 0,6% em junho e sinaliza desaceleração da economia brasileira 
Prévia do PIB registra queda de 0,6% em junho e sinaliza desaceleração da economia brasileira  Crédito: José Cruz/Agência Brasil

A atividade econômica no Brasil apresentou sinais claros de desaceleração ao fechar o primeiro semestre de 2026. Dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgados nesta segunda-feira (17) mostram um recuo de 0,6% no mês de junho na comparação com maio, já considerando os ajustes sazonais. O fraco desempenho da indústria, que encolheu 1,4%, e do setor de serviços, com queda de 0,5%, puxou o indicador para baixo, superando a reação positiva da agropecuária, que avançou 1% no mesmo período.

Conhecido por funcionar como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) ao mensurar a produção de bens e serviços no país, o IBC-Br fechou o segundo trimestre com leve alta de 0,2%. O número representa uma desaceleração expressiva em relação ao crescimento de 1,3% verificado no primeiro trimestre do ano, marcando o ritmo mais brando desde o terceiro trimestre de 2025. Apesar do recuo mensal, a economia mantém saldo positivo no acumulado de 12 meses (1,5%), no ano (1,5%) e no confronto com junho do ano anterior (2,4%).

O arrefecimento do índice é um dos termômetros monitorados pela autoridade monetária na definição da taxa básica de juros (Selic) e reflete os impactos do crédito mais caro e do patamar inflacionário na atividade nacional.

Para o fechamento de 2026, as estimativas de mercado divulgadas no Relatório Focus preveem expansão de 1,98% para o PIB, enquanto o Banco Central calcula 2% e o Ipea estima 1,6%. O governo federal, por sua vez, mantém projeção mais otimista e aposta em um crescimento de 2,3% ao fim do ano.