Publicado em 13 de agosto de 2026 às 11:22
O bolso do consumidor brasileiro voltou a movimentar o comércio do país em meados deste ano. Impulsionadas por um cenário financeiro um pouco mais favorável para a população, as vendas no varejo registraram uma alta de 0,5% na transição de maio para junho. Com esse resultado, o setor encerrou os primeiros seis meses de 2026 com uma expansão acumulada de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados constam na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), apuração oficial divulgada pelo IBGE na manhã desta quinta feira (13).>
O impulso verificado em junho encontra explicação em dois pilares fundamentais do dia a dia da população: o alívio na inflação, que desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, e a criação de postos de trabalho, que teve um incremento de 1,1% no número de trabalhadores ativos. Esse ambiente permitiu que quatro dos oito segmentos pesquisados registrassem desempenho positivo, com destaque para o setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%) e para o segmento de hiper, supermercados e alimentos (1,1%), que ajudaram a puxar o índice para cima.>
Apesar de uma ligeira retração de 0,4% no segundo trimestre em comparação aos primeiros três meses do ano, o nível atual do comércio é considerado historicamente elevado. O analista da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, pontua que as vendas atingiram o segundo patamar mais alto de toda a série histórica do levantamento, iniciada em 2000 ficando a apenas 0,8% do recorde alcançado em março deste ano. O balanço divulgado pelo instituto conclui a rodada mensal de indicadores econômicos da instituição, que também mostrou estabilidade no setor de serviços (0%) e retração na indústria (-1,8%) no mesmo intervalo.>