Publicado em 23 de abril de 2026 às 10:31
O diretor Dan Reed voltou a provocar forte repercussão ao comentar o legado de Michael Jackson. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o cineasta afirmou que o artista “era pior que Jeffrey Epstein”, declaração que gerou reações imediatas nas redes e na indústria do entretenimento.
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Responsável pelo documentário Leaving Neverland, que aborda acusações de abuso sexual contra o cantor, Reed também criticou a forma como a trajetória de Jackson vem sendo retratada em produções recentes. Ele citou a cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua e questionou a ausência das denúncias na narrativa.>
“Como é possível contar uma história autêntica sobre Michael Jackson sem mencionar que ele foi seriamente acusado de abuso infantil?”, afirmou.>
Para o diretor, existe um movimento de apagamento dessas acusações em projetos mais comerciais. Segundo ele, parte da indústria do entretenimento prioriza o lucro e a construção de uma imagem positiva do artista, deixando de lado aspectos controversos de sua vida. Reed chegou a ironizar os envolvidos nas novas produções, dizendo que “todos estão apenas ganhando dinheiro fácil”.>
Durante a entrevista, o cineasta também comentou a retirada do documentário do catálogo da HBO. De acordo com ele, a decisão ocorreu após um acordo judicial com o espólio de Jackson, baseado em um contrato de 1992 que inclui uma cláusula de não difamação.>
“Eles argumentaram que isso significava que a HBO não poderia dizer nada de negativo sobre Michael”, declarou Reed, classificando a interpretação como “ridícula”.>
Apesar da retirada, o diretor afirmou que o filme ainda pode voltar a ser exibido no futuro, já que os direitos de distribuição têm prazo limitado.>
Com informações do Metrópoles>