Publicado em 29 de maio de 2026 às 15:42
A nova minissérie Brasil 70 – A Saga do Tri, da Netflix, está chamando atenção pela forma detalhista como recria a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México. A produção revive o caminho do Brasil rumo ao tricampeonato mundial com cenas que reproduzem jogadas históricas com precisão e forte carga de realismo.>
Um dos principais destaques da série é que as jogadas mais marcantes foram encenadas pelos próprios atores, sem o uso de dublês em campo. O elenco contou que a preparação foi intensa e exigiu meses de treino para que os movimentos em campo fossem o mais próximo possível da realidade da época.>
Lucas Agrícola, que interpreta Pelé, destacou que o objetivo da equipe era respeitar ao máximo o legado dos jogadores. Segundo ele, o trabalho exigiu repetição constante e esforço físico, mas foi encarado como uma responsabilidade de representar um dos maiores momentos do futebol mundial.>
Entre as cenas recriadas está a icônica comemoração de Jairzinho após marcar gols, quando se ajoelhava e fazia o sinal da cruz. O ator Gui Ferraz, responsável pela interpretação, contou que se emocionou durante as gravações e que o momento acabou impactando toda a equipe no set.>
Outro relato vem de Ravel Andrade, que vive Tostão na produção. Ele explicou que grande parte do trabalho foi dedicada a ensaios e coreografias das jogadas, repetidas dezenas de vezes até chegar ao nível de sincronização necessário para parecer uma partida real. Um dos desafios foi reproduzir um lance específico em que até um “erro” do jogo original precisou ser recriado fielmente.>
Já Hugo Haddad, que interpreta o goleiro Félix, afirmou que a preparação foi comparável à de um filme de ação, mas com foco total no futebol. Ele revelou que a produção chegou a contar com dublês, mas que eles não foram utilizados devido ao nível de entrega do elenco durante os treinos. Haddad também destacou o lado emocional do personagem, que carrega a pressão típica da posição de goleiro.>
A série também mostra o técnico Zagallo, interpretado por Bruno Mazzeo, com destaque para suas superstições e sua forma de liderança. O ator explicou que buscou equilibrar o personagem histórico com uma leitura da fase inicial do treinador antes da conquista do tricampeonato.>
Além da parte esportiva, a produção também aborda o contexto político do Brasil na época. A história se passa durante o período da ditadura militar, que influenciava diretamente o ambiente social e esportivo do país.>
Diretores e roteiristas destacam que seria impossível retratar a campanha de 1970 sem incluir esse cenário, já que o futebol também era usado como instrumento simbólico naquele período. A série traz ainda referências à relação entre esporte, política e sociedade, mostrando como o título mundial marcou não apenas o futebol, mas também a história do país.>