Exposição reúne 15 anos de fotografias sobre a vida no Marajó em Belém

“Marajó Vivido”, de Zinda Lobato Nunes, estreia no circuito expositivo e apresenta registros da relação da fotógrafa com o arquipélago e seus moradores.

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 10:32

Exposição reúne 15 anos de fotografias sobre a vida no Marajó em Belém.
Exposição reúne 15 anos de fotografias sobre a vida no Marajó em Belém. Crédito: Divulgação

A relação de mais de 15 anos da fotógrafa Zinda Lobato Nunes com o Marajó ganha espaço em Belém com a exposição “Marajó Vivido”. A mostra será aberta ao público a partir de 18 de setembro, no Espaço Cultural Athias Soriano, e reúne fotografias produzidas em diferentes momentos da trajetória da artista na região.

As imagens registram cenas do cotidiano marajoara e abordam a convivência com os rios, campos, animais, trabalho, fé e diferentes formas de vida no arquipélago. O trabalho também apresenta a relação pessoal da fotógrafa com o território, construída desde a infância e retomada posteriormente ao longo de sua vida.

“O Marajó habita a minha vida desde a infância. Foi entre rios, campos, búfalos, cavalos e, sobretudo, entre a gente marajoara que nasceram minhas primeiras memórias. Anos mais tarde, a vida me conduziu novamente à ilha, onde esse vínculo se aprofundou. Não apenas como lembrança, mas como pertencimento”, afirma Zinda.

A exposição marca a estreia da fotógrafa no circuito expositivo. As fotografias foram produzidas a partir de um olhar construído pela convivência com o território e pelas experiências acumuladas ao longo dos anos. A proposta é apresentar o cotidiano da população marajoara sem transformar seus moradores em personagens ou o arquipélago em um simples cenário.

A mostra tem curadoria de Thiago Lima e consultoria e orientação artística de Octavio Cardoso. Para Zinda, o processo de fotografar a região está diretamente ligado à experiência de viver e observar o Marajó.

“Fotografar o Marajó é um ato de pertencimento. É olhar sem pressa, permitir que a paisagem conduza o ritmo e que as pessoas se revelem como são, no seu tempo e no seu espaço”, destaca a fotógrafa.

Relação com o Marajó

Zinda Lobato Nunes passou parte da infância entre uma fazenda no município de Chaves e Belém. Aos 19 anos, casou-se com um homem marajoara, retornou à região e teve os dois primeiros filhos na ilha.

Posteriormente, mudou-se para Belém, mas manteve a ligação com o arquipélago. Há cerca de oito anos, voltou a morar no Marajó, alternando períodos entre a região e a capital paraense.

Formada em Direito e com passagem pelo curso de Agronomia, encontrou na fotografia, há aproximadamente 16 anos, uma maneira de registrar espontaneamente as pessoas, paisagens e experiências vividas no território.

Marajó vivido.
Marajó vivido. Crédito: Divulgação

Serviço

Exposição Marajó Vivido
Vernissage: 17 de setembro de 2026, às 17h;
Visitação: de 18 de setembro a 9 de outubro, mediante agendamento;
Agendamento: (91) 98115-0999;
[email protected];
Local: Espaço Cultural Athias Soriano;
Avenida Alcindo Cacela, 1858, Nazaré, Belém;
Entre as avenidas Magalhães Barata e Gentil Bittencourt.