Ancelotti admite 'dor de cabeça' para definir as duas peças finais do Brasil

Inserido no Grupo C, o Brasil de Ancelotti terá desafios distintos na fase de grupos.

Publicado em 13 de maio de 2026 às 15:03

Ancelotti ressaltou aspectos positivos da seleção -
Ancelotti ressaltou aspectos positivos da seleção - Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

A ansiedade do torcedor brasileiro ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (13). O técnico Carlo Ancelotti abriu o jogo ao jornal britânico The Athletic e confirmou que a espinha dorsal da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 já está desenhada. Dos 26 convocados permitidos, 24 jogadores já têm lugar cativo no avião, restando apenas duas interrogações que tiram o sono do comandante italiano.

"Esses são os mais fáceis", comentou Ancelotti com sua habitual tranquilidade ao se referir ao grupo principal já escolhido. O verdadeiro desafio, segundo ele, está nos detalhes finais. A qualidade do leque de opções do Brasil tornou a decisão pelas duas últimas vagas uma tarefa árdua: "A concorrência é realmente muito alta", confessou o treinador.

Contagem regressiva e pressão histórica

O anúncio oficial que paralisará o país já tem data e local marcados: dia 18 de maio, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro. Após a convocação, os atletas se apresentam no dia 25 de maio para iniciar o período de preparação.

O clima para este Mundial carrega um peso extra. O Brasil entra em campo em 2026 sob a sombra de um tabu incômodo: caso não conquiste o título nos Estados Unidos, México e Canadá, a Seleção igualará o maior jejum de conquistas de sua história (24 anos, mesmo período entre o Tri em 1970 e o Tetra em 1994).

O caminho na primeira fase

Inserido no Grupo C, o Brasil de Ancelotti terá desafios distintos na fase de grupos. A Amarelinha medirá forças contra as seleções de Marrocos, Haiti e Escócia. Embora o Brasil surja como favorito, o equilíbrio demonstrado por Marrocos nas últimas competições e o rigor tático dos escoceses exigirão foco total desde o apito inicial.

Com 24 nomes na cabeça e o peso de uma nação nos ombros, Ancelotti entra agora na reta final para carimbar o passaporte daqueles que tentarão trazer a sexta estrela para o peito.