Após 52 anos, RD Congo volta à Copa do Mundo com gol heroico na prorrogação

Seleção africana supera a Jamaica por 1 a 0 em duelo dramático e garante retorno histórico ao Mundial, agora no Grupo K ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão.

Publicado em 1 de abril de 2026 às 07:27

Após 52 anos, RD Congo volta à Copa do Mundo com gol heroico na prorrogação
Após 52 anos, RD Congo volta à Copa do Mundo com gol heroico na prorrogação Crédito: Reprodução/Instagram/@fecofadrc

Depois de mais de meio século longe do maior palco do futebol, a República Democrática do Congo está de volta à Copa do Mundo. Em uma partida marcada por tensão, domínio ofensivo e emoção até os minutos finais, a seleção africana venceu a Jamaica por 1 a 0 nesta terça-feira (31), na repescagem mundial, e assegurou sua classificação para o torneio de 2026. O gol decisivo saiu apenas na prorrogação, com Axel Tuanzebe, que apareceu bem pelo alto após cobrança de escanteio e escreveu seu nome na história do país.

O resultado encerra um jejum de 52 anos sem participações no Mundial, o maior entre as seleções africanas. A última vez que a equipe disputou a competição foi em 1974, ainda sob o nome de Zaire. Agora, a seleção retorna com identidade renovada e vaga confirmada no Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão.

Desde o início do confronto, os congoleses mostraram mais iniciativa. A equipe controlou a posse de bola, ocupou o campo ofensivo e criou as melhores oportunidades da partida. Logo nos primeiros minutos, a torcida chegou a comemorar, mas o gol de Bakambu foi anulado por impedimento.

A Jamaica, por sua vez, apostou em uma postura mais reativa, tentando explorar bolas longas e contra-ataques. Mesmo com alguns lances de perigo, os jamaicanos encontraram dificuldades para transformar as chegadas em chances reais de gol.

Na segunda etapa, a pressão da RD Congo aumentou. O time africano seguiu superior, criou novas oportunidades e voltou a balançar as redes, mas novamente a arbitragem invalidou o lance por posição irregular. O desgaste físico da Jamaica passou a ficar evidente com o avanço do jogo, especialmente na prorrogação, quando a equipe teve dificuldades para sustentar a marcação.

A recompensa veio no tempo extra. Após mais de 100 minutos de insistência, Tuanzebe subiu mais alto que a defesa adversária e cabeceou para o fundo da rede, garantindo a vitória e a vaga histórica no Mundial. O lance selou o retorno de uma seleção tradicional do futebol africano à elite do esporte internacional.