Após acionar o Paysandu na Justiça, Leandro Vilela tem saída precoce do Náutico

Volante deixou o clube pernambucano após exames apontarem estresse no joelho; atleta cobra mais de R$ 4 milhões do Papão.

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 11:55

Leandro Vilela contra o Botafogo-SP, em 2024
Leandro Vilela contra o Botafogo-SP, em 2024 Crédito: Jorge Luís Totti / Paysandu

Poucos dias depois de ingressar com uma ação judicial contra o Paysandu, o volante Leandro Vilela teve uma passagem curta pelo Náutico-PE. Na última quarta-feira (31), o clube pernambucano confirmou oficialmente o desligamento do jogador após exames médicos realizados no início da pré-temporada indicarem um problema físico considerado preocupante.

Segundo o Náutico, os testes não identificaram ruptura de ligamentos, mas apontaram um quadro de estresse no joelho. Diante da possibilidade de agravamento da lesão ao longo da temporada, o departamento médico recomendou cautela, e a diretoria optou por não dar sequência à contratação do atleta.

A rescisão ocorreu de forma consensual e sem custos para o clube, uma vez que o vínculo firmado entre as partes era apenas um pré-contrato. A decisão teve caráter preventivo, priorizando a saúde do jogador e evitando riscos futuros.

Paralelamente à saída do Timbu, Leandro Vilela mantém uma ação na Justiça do Trabalho contra o Paysandu Sport Club. De acordo com a defesa do atleta, o valor cobrado ultrapassa R$ 4 milhões e envolve uma série de pendências financeiras acumuladas durante o período contratual, como atrasos salariais, direitos de imagem, verbas rescisórias, 13º salário e ausência de depósitos do FGTS.

O processo também aponta suposto uso irregular do direito de imagem, com pagamentos acima do limite legal e sem comprovação de exploração comercial, o que motivou o pedido para que esses valores sejam incorporados ao salário, com reflexos trabalhistas e aplicação das multas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Além disso, o volante solicita o reconhecimento da lesão como acidente de trabalho e afirma que o clube não teria contratado o seguro obrigatório para atletas profissionais. Com base nesses argumentos, Vilela pede indenização substitutiva e o pagamento da cláusula compensatória esportiva, alegando que a rescisão contratual ocorreu por responsabilidade do empregador.