Publicado em 10 de junho de 2026 às 07:50
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan desembarcou em Mogadíscio, capital da Somália, na manhã desta quarta-feira, após ser barrado na imigração dos Estados Unidos e ficar fora da Copa do Mundo. A chegada foi marcada por uma recepção festiva no aeroporto, onde dezenas de compatriotas o aguardavam com bandeiras e aplausos.>
Assim que deixou a aeronave, Artan foi tratado como um símbolo de orgulho nacional. Enrolado na bandeira da Somália, o árbitro comemorou com os presentes e agradeceu o apoio recebido desde o episódio ocorrido nos Estados Unidos.>
“Gostaria de agradecer à FIFA por todo o apoio que me deu e também ao povo somali. Sou muito grato à FIFA e à CAF. É isso que eu queria dizer”, afirmou Artan antes de deixar a Turquia.>
Após ter a entrada negada em solo americano, o árbitro foi encaminhado para Istambul, na Turquia, de onde embarcou de volta para a Somália. Segundo autoridades migratórias dos Estados Unidos, ele foi considerado “inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes”.>
A FIFA informou que não interfere nos processos de imigração dos países-sede da competição.>
Aos 34 anos, Omar Abdulkadir Artan era um dos 52 árbitros selecionados pela FIFA para atuar na Copa do Mundo e figurava entre os sete principais juízes africanos do momento. Ele ganhou destaque internacional ao apitar a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns no ano passado e foi eleito árbitro do ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF).>
Sua participação no Mundial teria um significado histórico: seria a primeira vez que um árbitro somali trabalharia em uma Copa do Mundo.>
O caso gerou grande repercussão na Somália, onde autoridades, torcedores e representantes do futebol manifestaram solidariedade ao árbitro. A recepção em Mogadíscio acabou transformando o retorno de Artan em um momento de afirmação nacional e reconhecimento por sua trajetória no esporte.>
Embora tenha ficado fora da competição, o episódio reforçou o prestígio do árbitro dentro e fora da Somália, especialmente pelo apoio público demonstrado após sua volta ao país.>