Campeão do mundo, ex-jogador Perdigão é agredido por policiais militares no Paraná

Campeão mundial pelo Internacional afirma ter sido atacado por PMs na saída da Vila Capanema, em Curitiba, e cobra responsabilização.

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 07:43

Perdigão foi campeão mundial pelo Internacional - 
Perdigão foi campeão mundial pelo Internacional -  Crédito: Redes sociais

O ex-jogador Perdigão, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes pelo Internacional em 2006, denunciou ter sido agredido por policiais militares após o jogo entre São Joseense e Operário-PR, válido pelo Campeonato Paranaense, realizado na Vila Capanema, em Curitiba. O caso ocorreu no domingo (18) e ganhou repercussão após o ex-atleta relatar o episódio nas redes sociais e divulgar imagens das agressões.

Nos vídeos publicados por Perdigão, é possível vê-lo sendo atingido por golpes de cassetete e, em seguida, empurrado por um policial militar. O ex-jogador também compartilhou fotos em que aparecem hematomas pelo corpo, além de uma nota de repúdio ao ocorrido.

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Em seu relato, Perdigão afirmou que a agressão aconteceu de forma repentina e sem qualquer justificativa. Segundo ele, a abordagem ocorreu quando tentou apenas cumprimentar um policial e desejar boa noite após o término da partida. “De forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete”, escreveu.

O ex-volante destacou ainda que, durante toda a situação, tentou apaziguar os ânimos, se afastando e demonstrando que não havia intenção de confronto. “Não fui violento, não fui rude e não reagi à agressão. Ainda assim, a violência aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável”, declarou, acrescentando que medidas legais já estão sendo tomadas para que o responsável seja responsabilizado.

Natural de Curitiba, Perdigão tem 48 anos e se aposentou do futebol profissional em 2011. Ao longo da carreira, atuou por clubes como Vasco e Corinthians, mas viveu o auge no Internacional, onde conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes em 2006. Atualmente, ele participa de um programa da Federação Paranaense de Futebol (FPF) no YouTube.

Em nota oficial, a FPF manifestou apoio ao ex-jogador e informou que acompanhará os desdobramentos do caso. A entidade afirmou que “futebol e violência não combinam” e reforçou a importância da apuração dos fatos.