Publicado em 6 de junho de 2026 às 11:32
A poucos dias de iniciar a busca pelo título mundial, a Seleção Brasileira entra em campo neste sábado (6) para o seu último amistoso preparatório demonstrando um cenário bem diferente do que o torcedor estava acostumado. Em Cleveland, nos Estados Unidos, o técnico Carlo Ancelotti vai usar o duelo contra o Egito para fazer os ajustes finais e testar novas formações táticas, deixando a escalação totalmente em aberto. A postura do comandante italiano quebra uma tradição histórica: nas últimas edições de Copa do Mundo, o Brasil costumava entrar no último teste com o time titular da estreia já carimbado. Para Ancelotti, no entanto, o momento é de avaliar o grupo, reforçando sua visão de que todos os 26 convocados possuem status de titulares.>
Durante a última entrevista coletiva, o treinador acabou deixando escapar algumas pistas sobre a equipe que inicia a partida, mesmo tentando manter o suspense. Entre as grandes novidades indicadas por ele, o atacante Igor Thiago ganhará uma oportunidade de ouro como a grande referência no comando de ataque, uma característica de centroavante de área que o Brasil vinha utilizando pouco. Outro teste importante será o posicionamento de Lucas Paquetá, que deve atuar de forma mais avançada, além da entrada de Douglas Santos entre os onze iniciais. O técnico brincou com os jornalistas ao perceber que havia entregado o desenho tático aos poucos, mas reforçou que seu objetivo principal é construir um leque de alternativas e não ficar preso a apenas um esquema fixo.>
O confronto diante dos egípcios também servirá para monitorar de perto a situação médica e o desgaste físico do elenco após o fim de uma temporada europeia intensa. Jogadores que se recuperaram recentemente de lesões, como o volante Bruno Guimarães e o atacante Raphinha, devem receber uma minutagem maior em campo para readquirir ritmo de jogo. Por outro lado, o zagueiro Gabriel Magalhães, que disputou a final da Champions League pelo Arsenal, será poupado por conta do desgaste físico acumulado. Apesar de preservado, Gabriel faz parte da espinha dorsal considerada intocável pelo treinador, ao lado de nomes experientes como Marquinhos, Casemiro e o astro Vinicius Junior.>
A comissão técnica também vai aproveitar a flexibilidade do amistoso, que permite até 11 substituições para cada equipe o mesmo modelo adotado na goleada por 6 a 2 sobre o Panamá no Maracanã, para mexer bastante na estrutura do time ao longo dos 90 minutos. Na lateral direita, Wesley segue como o titular momentâneo, mas Ancelotti já testou variações improvisando o jovem aberto pelo lado esquerdo e utilizando Danilo no setor defensivo. No meio-campo, a dupla Casemiro e Bruno Guimarães segue firme, mas pode ganhar a companhia de um terceiro homem ou atuar no ousado esquema com quatro atacantes. Toda essa rotação serve como o ensaio final para o verdadeiro desafio, que acontece no próximo dia 13 de junho, quando o Brasil faz sua grande estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, em Nova Jersey.>