Publicado em 9 de agosto de 2026 às 15:03
O presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Gluck Paul, junto com a Confederação avaliam um projeto para dar uma nova oportunidade a jovens que tentaram seguir carreira como jogadores, mas acabaram não chegando ao futebol profissional. A proposta é direcionar esses atletas para a arbitragem, aproveitando a experiência adquirida dentro de campo.>
A iniciativa foi apresentada por Ricardo Gluck Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF. Segundo o dirigente, muitos jogadores chegam aos 21 ou 22 anos sem conseguir um contrato profissional e acabam deixando o futebol. A ideia é oferecer a esse grupo uma possibilidade de permanecer ligado à modalidade, agora como árbitro.>
“Estamos discutindo se até 21 ou 22 anos. Muitos atletas que jogam bola não vão virar profissionais. Eles vão ficar pelo meio do caminho. Esse cara fica desolado, não pintou um contrato. Nossa ideia é falar: “vamos ser árbitros”. Quem jogou futebol tem uma visão totalmente diferente e melhor”.>
O projeto prevê a realização de uma seleção para identificar os candidatos com perfil para a arbitragem. Os escolhidos deverão passar por testes físicos, avaliações psicotécnicas e exames de visão, antes de iniciarem a formação específica.>
A intenção é selecionar entre 30 e 40 jovens para integrar uma espécie de grupo de elite da nova geração da arbitragem brasileira. A CBF pretende custear o curso de formação dos selecionados e trabalhar em conjunto com a Comissão Nacional de Arbitragem.>
A experiência como jogador é vista como um diferencial. Para Gluck Paul, quem já esteve dentro de campo possui uma compreensão diferente das situações de jogo e pode utilizar esse conhecimento na tomada de decisões como árbitro.>
A proposta faz parte de uma discussão mais ampla sobre a formação e a profissionalização dos árbitros no futebol brasileiro. A CBF vem buscando mudanças na estrutura da categoria, incluindo novas formas de preparação e contratação dos profissionais.>
A expectativa é que os jovens selecionados pelo projeto sejam preparados ao longo dos próximos anos e possam formar uma nova geração de árbitros com conhecimento prático do jogo e formação específica para exercer a função.>
Para o dirigente paraense, a iniciativa também pode evitar que talentos que não conseguiram espaço como jogadores abandonem completamente o futebol. A ideia é transformar uma possível frustração em uma segunda oportunidade dentro do esporte..>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Danielle Zuquim.>