Clube do Remo investe R$ 20 milhões em ativos

Tonhão afirma que o Leão ainda não recebeu os R$ 100 milhões esperados da Libra e destaca investimentos em elenco e estrutura.

Publicado em 6 de outubro de 2026 às 12:14

Tonhão é candidato a deputado estadual pelo MDB -
Tonhão é candidato a deputado estadual pelo MDB - Crédito: Remo TV

O Clube do Remo aumentou significativamente os investimentos em 2026, ano marcado pelo retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. Em balanço da gestão, o presidente Tonhão afirmou que o clube já destinou mais de R$ 20 milhões para aquisição de ativos, principalmente com a contratação de jogadores.

Segundo o dirigente, apesar do crescimento das receitas proporcionado pela participação na elite nacional, o Remo também passou a conviver com despesas mais altas. Tonhão revelou que o clube ainda não recebeu os R$ 100 milhões esperados da Libra, valor relacionado às receitas da competição e ao acordo de transmissão.

“Não chegamos até este presente momento a receber R$ 100 milhões da Libra, mas investimos mais de R$ 20 milhões em ativos do clube, com a contratação de jogadores”, afirmou o presidente.

Além da montagem do elenco, a diretoria azulina destinou recursos para melhorias estruturais. Entre os projetos estão as obras do Centro de Treinamento Rei da Amazônia, intervenções nos vestiários do Baenão e a reforma do ginásio e de outros espaços da sede.

O CT, que tem orçamento estimado em R$ 15 milhões, está com as obras avançadas e tem previsão de conclusão no primeiro trimestre de 2027. O projeto prevê três campos oficiais, academia, alojamento para 65 atletas, refeitório, vestiários, auditório e setores administrativos.

Série A elevou despesas

Tonhão também explicou que disputar a primeira divisão aumentou consideravelmente os custos operacionais do Remo. As viagens passaram a exigir maiores investimentos em transporte e hospedagem, enquanto as partidas em Belém envolvem despesas como arbitragem e toda a estrutura necessária para os jogos.

Para o presidente, o crescimento das receitas precisa ser analisado junto ao aumento dos gastos.

“O Remo, por ganhar muito dinheiro, é incomparável à Série A com a Série B ou Série C. Ganha muito, mas tem que gastar muito também”, declarou.

Mesmo diante dos altos custos, Tonhão avalia que a atual gestão deixa uma base estruturada para a próxima temporada, independentemente da divisão em que o Remo estará em 2027.

O clube, atualmente na luta contra o rebaixamento na Série A, também já trabalha pensando no futuro. O CT é considerado um dos principais legados da administração, enquanto o elenco passa por ajustes e negociações para possíveis renovações.

Texto por Pedro Moraes.