Copa do Brasil terá direitos de transmissão divididos entre Globo, Amazon e ESPN até 2030

Novo acordo da CBF supera R$ 4 bilhões e prevê mudanças na distribuição dos jogos, produção do sinal e calendário da competição.

Publicado em 10 de setembro de 2026 às 12:56

Logo da Copa do Brasil -
Logo da Copa do Brasil - Crédito: Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu o novo ciclo de direitos de transmissão da Copa do Brasil para o período entre 2027 e 2030. O acordo prevê uma arrecadação superior a R$ 4 bilhões e marca uma nova divisão dos pacotes entre diferentes empresas de comunicação e plataformas de streaming.

O valor representa um aumento de aproximadamente 80% em relação ao ciclo atual, que termina em 2026. A expectativa da CBF é de que a negociação também aumente as receitas destinadas aos clubes participantes, embora a nova tabela de cotas ainda não tenha sido definida pela entidade.

Globo mantém TV aberta e amplia presença

O Grupo Globo ficará com dois dos principais pacotes da competição. O primeiro contempla as transmissões em TV aberta, enquanto o segundo envolve os canais SporTV e Premiere, além da GE TV.

Com isso, a emissora mantém a presença na principal vitrine aberta da Copa do Brasil e também seguirá responsável por uma parcela significativa das transmissões na televisão por assinatura e no pay-per-view.

Amazon e ESPN entram na disputa pelos jogos

A Amazon Prime Video ficará com o terceiro pacote de direitos. A ESPN também terá participação nesse mesmo pacote, segundo informações divulgadas sobre a negociação.

A divisão representa uma ampliação da presença de plataformas e emissoras diferentes na Copa do Brasil, em um modelo de direitos mais pulverizado adotado pela CBF para aumentar o valor comercial da competição.

Já o quarto pacote será voltado para reacts e melhores momentos, com os conteúdos destinados à GE TV. A CBF ainda trabalha na negociação de um quinto pacote, direcionado ao mercado internacional.

CBF produzirá sinal único dos jogos

Uma das principais novidades para o próximo ciclo será a criação de um feed único. A CBF passará a produzir o sinal das partidas e pretende garantir que todos os jogos da competição tenham transmissão.

A medida busca ampliar a exposição de confrontos das primeiras fases, inclusive aqueles que envolvem clubes de menor apelo nacional e que atualmente podem ter dificuldades para encontrar espaço nas grades das emissoras.

Copa do Brasil terá mais datas

O novo modelo também prevê alterações no calendário. A competição passará de 16 para 18 datas, com a distribuição das partidas sendo ampliada principalmente a partir da quinta fase e das oitavas de final.

Além disso, a CBF pretende aumentar a quantidade de jogos realizados aos sábados e domingos a partir das quartas de fina, buscando horários considerados mais atrativos para o público e para o mercado publicitário.

A entidade também pretende diminuir a sobreposição de partidas, criando horários específicos para as fases decisivas e utilizando datas que atualmente são ocupadas por jogos da fase prévia da Libertadores.

Negociação bilionária

O processo de venda dos direitos começou em abril e contou com conversas da CBF com pelo menos 15 empresas interessadas ou avaliadas durante a estruturação do novo modelo.

A entidade utilizou dados de audiência para justificar a valorização da Copa do Brasil. Segundo a CBF, a competição registrou, nos últimos dois anos, médias de audiência superiores às do Campeonato Brasileiro e da Libertadores em determinados indicadores.

Com o novo acordo, a CBF calcula que o valor por partida da Copa do Brasil poderá superar o de jogos de outras grandes competições do futebol brasileiro e sul-americano.

Texto por Pedro Moraes.