Publicado em 29 de abril de 2026 às 17:38
O clima de vitória do Cruzeiro sobre o Boca Juniors, na última terça-feira (28), foi manchado por cenas lamentáveis que extrapolam as quatro linhas. Após o triunfo por 1 a 0 no Mineirão, a diretoria celeste decidiu que não deixará passar batido o comportamento agressivo e os ataques racistas vindos da delegação e da torcida argentina. O clube já prepara uma representação oficial junto à Conmebol para exigir punições rigorosas.>
O clima pesado começou ainda no estádio. Um torcedor do Boca chegou a ser detido pela polícia após ser flagrado fazendo gestos racistas em direção aos brasileiros logo depois da expulsão do atacante Adam Bareiro. Mas o problema não parou por ali: as redes sociais foram inundadas por insultos como "macacos" e ameaças explícitas direcionadas aos atletas e torcedores mineiros.>
Mais do que buscar justiça pelo que já aconteceu, o Cruzeiro trabalha com o foco na prevenção. A cúpula da Raposa entende que o cenário para o jogo de volta está perigoso e quer garantias de que a delegação e os torcedores que viajarem para a Argentina estarão seguros.>
"A intenção é documentar cada ofensa para que a Conmebol tome providências antes que o time pise em solo argentino", indicam os bastidores do clube.>
Com a denúncia, o Cruzeiro espera que a entidade máxima do futebol sul-americano saia da inércia e aplique sanções que coíbam o racismo, garantindo que o espetáculo na La Bombonera seja decidido apenas no talento dos jogadores, e não pelo medo ou pelo preconceito.>