Publicado em 2 de julho de 2026 às 13:00
A lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda de Lucas Paquetá deve obrigar Carlo Ancelotti a promover sua primeira mudança importante na equipe titular do Brasil nesta Copa do Mundo. O meia dificilmente terá condições de enfrentar a Noruega no próximo domingo (5), pelas oitavas de final, e a comissão técnica já estuda as opções para ocupar uma das funções mais estratégicas do esquema da Seleção.>
Mais do que um armador, Paquetá vinha exercendo papel fundamental no funcionamento coletivo da equipe. Além da qualidade técnica, era responsável por pressionar a saída de bola adversária, recompor o meio-campo e aparecer como elemento surpresa no ataque. Por isso, encontrar um substituto com características semelhantes não será uma tarefa simples.>
Entre as alternativas disponíveis, Ancelotti pode optar por manter a estrutura tática ou modificar o perfil ofensivo da equipe.>
O nome que desponta como favorito é o de Danilo Santos. O volante do Botafogo reúne características semelhantes às de Paquetá, combinando intensidade na marcação, boa participação na construção das jogadas e chegada frequente ao ataque. Também costuma aparecer na área para finalizar e oferece equilíbrio entre os setores.>
A trajetória recente do jogador na Seleção reforça sua candidatura. Convocado ainda por Tite antes da Copa do Mundo de 2022, quando defendia o Palmeiras, não chegou a estrear. Com Ancelotti, porém, ganhou espaço rapidamente. Já disputou seis partidas, marcou dois gols e só ficou fora da vitória sobre a Escócia, ainda na fase de grupos.>
Por conhecer bem o modelo de jogo implementado pelo treinador, Danilo surge como a opção mais natural para manter o funcionamento coletivo da equipe.>
Outra possibilidade é Gabriel Martinelli. O atacante do Arsenal poderia atuar de forma mais centralizada, com liberdade para circular pelo meio-campo e explorar os espaços entre as linhas, repetindo parte da função exercida durante a vitória sobre o Japão.>
A entrada de Martinelli aumentaria a velocidade e a capacidade de infiltração do ataque brasileiro. Em contrapartida, o Brasil perderia parte da intensidade defensiva proporcionada por Paquetá, exigindo ajustes no sistema de marcação.>
Uma alternativa mais ofensiva seria promover Endrick ao time titular. Foi justamente o jovem atacante quem substituiu Paquetá no intervalo da partida contra o Japão, ajudando a mudar o panorama do confronto.>
Naquela ocasião, porém, o contexto era diferente. O Brasil precisava buscar o resultado e aumentou a pressão ofensiva. Contra a Noruega, adversário que promete explorar os contra-ataques, Ancelotti pode priorizar um time mais equilibrado desde o início.>
Igor Thiago também aparece entre as possibilidades. Nesse cenário, Matheus Cunha recuaria para atuar como meia, enquanto Igor assumiria a referência no ataque.>
No entanto, essa é considerada uma das alternativas menos prováveis. Cunha vive grande fase na Copa do Mundo e tem sido um dos principais destaques da Seleção atuando próximo da área. Alterar sua função poderia reduzir o impacto ofensivo do camisa 9.>
Outra opção seria a entrada de Fabinho. Com ele, o Brasil passaria a atuar com uma dupla de volantes ao lado de Casemiro, aumentando a proteção defensiva.>
Nesse desenho, Bruno Guimarães ganharia maior liberdade para organizar o jogo e apoiar o ataque, enquanto Matheus Cunha permaneceria centralizado e Vini Jr. e Rayan formariam o trio ofensivo. Apesar de oferecer mais segurança ao meio-campo, esse modelo não costuma ser o preferido de Carlo Ancelotti.>
Recuperado fisicamente, Neymar também aparece entre os nomes disponíveis. Entretanto, sua utilização exigiria mudanças importantes no setor ofensivo.>
Para acomodar o camisa 10, Matheus Cunha precisaria atuar mais distante da área, algo que o treinador tem evitado desde o início da competição. Internamente, a comissão técnica entende que Neymar disputa posição diretamente com Cunha, e não com Paquetá.>
Dessa forma, embora seja uma possibilidade, a presença de Neymar entre os titulares para enfrentar a Noruega é considerada remota neste momento.>
A tendência é que Carlo Ancelotti escolha um substituto capaz de preservar o equilíbrio apresentado pela Seleção até aqui. Nesse cenário, Danilo Santos aparece como o candidato que melhor reúne as características necessárias para manter o padrão de jogo do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo.>