Publicado em 17 de junho de 2026 às 18:10
Revelado nas categorias de base do Paysandu, o atacante Carlos Neto vive uma das melhores fases da carreira no futebol asiático. Aos 30 anos, o paraense foi um dos protagonistas da campanha que garantiu o acesso do Pattani à primeira divisão da Tailândia e, como reconhecimento pelo desempenho, renovou contrato com o clube para as próximas temporadas.>
A caminhada até o sucesso fora do Brasil, porém, foi marcada por desafios. Após sete anos nas categorias de base do Paysandu, Carlos chegou a integrar o elenco profissional em 2017, mas decidiu buscar novos rumos ao perceber que dificilmente teria espaço na equipe principal.>
"Foi uma escolha arriscada, mas não me arrependo. Passei sete anos na base e sonhava em jogar pelo Paysandu. Fui integrado ao profissional, criei expectativas, mas não tive oportunidades. Quando o contrato terminou, até houve uma proposta de renovação, mas senti que era o momento de buscar um novo caminho", relembrou.>
Mesmo sem estrear profissionalmente pelo Papão, o atacante guarda carinho pelo clube e faz questão de reconhecer a importância da formação recebida na Curuzu.>
"Aprendi muito com profissionais como o professor Aylton, Cametá, Nad e tantos outros. Eles contribuíram não só para o meu crescimento no futebol, mas também para minha formação como pessoa.">
Após passagens por clubes brasileiros, Carlos encontrou em Portugal a oportunidade de reconstruir a carreira. A experiência na Europa abriu as portas para o futebol tailandês, onde alcançou o melhor momento da trajetória.>
Antes disso, no entanto, o atacante admite que chegou a pensar em abandonar o futebol.>
"Depois da pandemia, quis voltar ao Pará para ficar mais perto da família, mas tive uma experiência muito ruim em um clube. Pensei até em desistir. Felizmente, fui persistente e decidi recomeçar do zero em outro país.">
Na temporada 2025/26, Carlos precisou se adaptar a uma nova função dentro de campo. Mesmo atuando de forma diferente da posição tradicional de centroavante, terminou a campanha como um dos destaques do Pattani.>
"Foi uma temporada muito intensa. O treinador queria um camisa 9 que participasse bastante da construção, pressionasse, atacasse espaços e ajudasse na marcação. Consegui me adaptar e terminei com 16 gols e três assistências em 34 jogos, além de marcar mais uma vez nos play-offs do acesso.">
Mesmo vivendo do outro lado do mundo, o atacante segue acompanhando de perto o futebol paraense. Além do Paysandu, ele diz torcer pelo crescimento de clubes como Remo, Tuna Luso e Águia de Marabá, e não esconde o desejo de retornar ao estado.>
"Sempre acompanho os jogos quando posso. Torço pela evolução do futebol paraense e tenho o sonho de um dia voltar para fazer parte desse novo momento que os clubes vivem.">
A experiência acumulada dentro e fora do Brasil também virou aprendizado. Por isso, Carlos deixa um conselho para os jovens atletas que sonham seguir carreira profissional.>
"Nunca deixem de acreditar. Trabalhem muito, se preparem e aproveitem as oportunidades quando elas aparecerem. O futebol vai muito além das quatro linhas e exige persistência todos os dias.">