Diretoria do Remo tenta contornar impasse por atacante do Goiás

Mesmo com acordo alinhado, divergência interna freia contratação de jogador

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 17:23

O Leão chegou a acertar bases salariais com o jogador e avançou nas tratativas com o clube goiano
O Leão chegou a acertar bases salariais com o jogador e avançou nas tratativas com o clube goiano Crédito: Rosiron Rodrigues / Goiás

A negociação entre o Clube do Remo e o Goiás pelo atacante Jajá, que parecia próxima de um desfecho positivo, entrou em compasso de espera nos bastidores. Embora os termos financeiros — incluindo cláusulas de compra condicionadas a metas — já estejam alinhados, um entrave interno tem impedido o anúncio oficial.

O Remo chegou a acertar bases salariais com o jogador e avançou nas tratativas com o clube goiano, mas a operação esbarrou em divergências dentro da própria diretoria azulina. A informação foi divulgada inicialmente pelo repórter Junior Cunha e confirmada por fontes envolvidas na negociação.

Um dos fatores determinantes para o avanço das conversas é a vontade de Jajá em mudar de clube. O atacante já teria comunicado à comissão técnica do Goiás, comandada por Daniel Paulista — ex-treinador do Remo — que não pretende permanecer na Serrinha para a temporada 2026. O jogador vê com bons olhos a transferência e deseja cumprir o acordo costurado com o clube paraense.

Apesar disso, o principal obstáculo no momento é a resistência de Marcos Braz, executivo de futebol do Remo, que não teria dado aval para a chegada do atacante ao elenco. A posição do dirigente causou surpresa e gerou desconforto entre as partes envolvidas na negociação.

As conversas estão sendo conduzidas diretamente pelo presidente Antônio Carlos Teixeira e pelo diretor de futebol Manoel Ribeiro Filho, que assumiu o comando do departamento no fim de dezembro. Ambos tentam contornar o impasse interno para retomar o rumo da negociação.

Até poucos dias atrás, o acordo era tratado como praticamente concluído. No entanto, após contatos entre os executivos dos dois clubes — incluindo Michel Alves, responsável pelo futebol do Goiás —, o cenário mudou, e a contratação passou a depender de uma definição política dentro do Remo.