Do favoritismo à zebra: as seleções que mais surpreenderam na Copa do Mundo 2026

Com a definição dos últimos semifinalistas cada vez mais próxima, o torneio se aproxima do seu momento mais decisivo.

Publicado em 11 de julho de 2026 às 17:17

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A Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história antes mesmo de chegar às semifinais. Com um formato inédito de 48 seleções e 104 jogos, o torneio disputado por Estados Unidos, México e Canadá tem produzido um número recorde de reviravoltas, e a fase de mata-mata confirmou que nem sempre o favoritismo no papel se traduz em resultado dentro de campo. E não, não é só o futebol que aquece nesta reta final.

Um levantamento da fintech Klavi mostrou que o volume de apostas dos brasileiros triplicou desde o início do torneio, saltando de 11% do público analisado apostando em maio para 34,8% já durante a Copa. O interesse dispara ainda mais justamente na fase de mata-mata, quando cada jogo passa a ser eliminatório. Para quem acompanha essa fase do torneio e gosta de arriscar um palpite sobre quem vai levantar a taça, vale registrar que o código de indicação KTO é TERRAVIP, que pode ser inserido no momento do cadastro.

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Nenhuma zebra deste Mundial pesou tanto para o torcedor brasileiro quanto a eliminação nas oitavas de final. A seleção perdeu para a Noruega por 2 a 1, em um jogo que parecia controlado até os minutos finais. Erling Haaland, em sua primeira Copa do Mundo, decidiu a partida com dois gols, aos 79 e aos 90 minutos, silenciando a expectativa em torno do time canarinho. O Brasil ainda descontou com Neymar, cobrando um pênalti nos acréscimos, mas o resultado já estava praticamente selado. A derrota marcou a saída mais precoce da seleção brasileira em uma Copa do Mundo desde 1990, encerrando de forma abrupta uma campanha que era vista, até ali, como uma das apostas para brigar pelo título.

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Se a queda do Brasil foi a surpresa mais dolorosa, a campanha da Suíça é a mais improvável. A seleção não chegava a uma fase de quartas de final havia 72 anos e, mesmo assim, conseguiu se manter viva na competição ao superar a Colômbia na disputa de pênaltis nas oitavas. Um time sem os grandes nomes do futebol mundial mostrou solidez coletiva justamente nos momentos de maior pressão, um roteiro clássico de zebra em Copas do Mundo, quando organização tática e discrição costumam falar mais alto do que o peso da camisa.

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Outra seleção que reforçou a tese de que o mapa do futebol mundial está mudando foi o Marrocos. Depois de surpreender o planeta ao chegar às semifinais do Catar em 2022, tornando-se a primeira seleção africana a alcançar essa marca, o time voltou a mostrar competitividade e garantiu vaga nas quartas de final de 2026, eliminando o Canadá, um dos anfitriões, ainda nas oitavas.

A campanha marroquina, no entanto, chegou ao fim na noite desta quinta-feira (9), diante da França. Mbappé abriu o placar aos 60 minutos, e ampliou pouco depois, aos 66, ao escorar de calcanhar para Dembélé arrancar em velocidade e definir o 2 a 0. Ainda assim, alcançar duas fases finais consecutivas de destaque, a semifinal de 2022 e as quartas de 2026, reforça que aquele resultado histórico no Catar não foi um episódio isolado, mas o retrato de um trabalho consistente que colocou o país entre as principais forças do futebol africano.

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Nem tudo neste Mundial foi sinônimo de surpresa. Argentina, atual campeã, provou por que segue entre as favoritas ao bicampeonato consecutivo ao protagonizar uma virada dramática sobre o Egito nas oitavas de final, revertendo um placar de 2 a 0 para vencer por 3 a 2. Já a França, com Kylian Mbappé em grande fase, segue como uma das seleções mais sólidas (e favorita) da competição. Esses resultados mostram que, apesar das zebras, o Mundial de 2026 também está sendo decidido pela consistência de quem sempre esteve entre os candidatos ao título.

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O conjunto dessas campanhas ajuda a entender por que esta edição está sendo tratada como uma das mais imprevisíveis da história recente. Times tradicionais caíram antes do esperado, seleções menos badaladas mostraram que conseguem competir de igual para igual nos detalhes, e craques consagrados como Lionel Messi seguem decidindo jogos mesmo em fases avançadas da carreira.

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As quartas de final, disputadas em quatro cidades diferentes dos Estados Unidos, já caminham para o fim e têm confirmado o equilíbrio que marcou toda a Copa. Com a definição dos últimos semifinalistas cada vez mais próxima, o torneio se aproxima do seu momento mais decisivo. As semifinais estão marcadas para 14 e 15 de julho, seguidas da disputa pelo terceiro lugar em 18 de julho e da grande final, no dia 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.