Publicado em 9 de julho de 2026 às 07:46
Dois dos principais árbitros da Inglaterra, Michael Oliver e Anthony Taylor, podem ver o sonho de apitar a final da Copa do Mundo de 2026 ficar mais distante. Ambos estão entre os nomes mais cotados pela Fifa para comandar a decisão do torneio, mas a presença da Inglaterra ou da Argentina nas semifinais pode inviabilizar suas escalações.>
A primeira restrição envolve a própria seleção inglesa. Caso a Inglaterra avance às semifinais ao eliminar a Noruega nas quartas de final, nenhum árbitro inglês poderá atuar em partidas da equipe. A Fifa adota como regra em competições internacionais que árbitros não apitem jogos envolvendo o próprio país.>
Mesmo em caso de eliminação da Inglaterra, Michael Oliver e Anthony Taylor ainda enfrentariam outro obstáculo: a política adotada pela Fifa em relação à Argentina por causa da Guerra das Malvinas.>
O conflito entre Reino Unido e Argentina ocorreu em 1982, durou 74 dias e terminou com a vitória britânica. A guerra deixou 649 militares argentinos, 255 militares britânicos e três civis mortos, além de permanecer como um tema sensível entre os dois países. Até hoje, a Argentina mantém a reivindicação de soberania sobre as Ilhas Malvinas.>
Por esse motivo, a Fifa costuma evitar designar árbitros ingleses para partidas da seleção argentina, buscando reduzir possíveis desconfortos, polêmicas ou questionamentos envolvendo a arbitragem em confrontos de grande relevância.>
Assim, para que Michael Oliver ou Anthony Taylor tenham chances reais de apitar uma das semifinais ou até mesmo a final da Copa do Mundo, seria necessário que tanto a Inglaterra quanto a Argentina fossem eliminadas antes dessas fases.>
Na definição das equipes de arbitragem, a Fifa leva em consideração diversos critérios, como desempenho durante a competição, condição física dos árbitros, experiência em partidas decisivas e fatores geopolíticos. A entidade também procura evitar escalas que possam gerar conflitos diplomáticos ou interpretações de favorecimento, como a designação de árbitros de países com histórico de tensões políticas envolvendo uma das seleções em campo.>
Situação semelhante ocorreu na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Anthony Taylor era apontado como um dos favoritos para apitar a final, mas teve seu nome descartado após a classificação da Argentina para a decisão contra a França, justamente em razão da política adotada pela Fifa relacionada ao histórico da Guerra das Malvinas.>
Com as quartas de final em andamento, a definição dos semifinalistas também poderá influenciar diretamente a escolha dos árbitros para os jogos decisivos do Mundial, incluindo a grande final, marcada para Miami.>