Publicado em 8 de julho de 2026 às 13:44
A Federação Egípcia de Futebol formalizou, nesta quarta-feira (8), uma queixa oficial junto à Fifa contra a atuação do árbitro francês François Letexier e seus assistentes. O protesto ocorre logo após a eliminação da seleção africana na Copa do Mundo, em uma partida contra a Argentina marcada por decisões polêmicas que geraram revolta e renderam cartões para jogadores e integrantes da comissão técnica egípcia.>
A queixa fundamenta-se em dois lances capitais que teriam interferido diretamente no resultado da partida. O primeiro ponto contestado é a anulação de um gol marcado pelo atacante Zico aos 12 minutos do segundo tempo, quando o Egito vencia por 1 a 0. Na ocasião, a arbitragem assinalou uma falta de Attia sobre Lisandro Martínez na origem da jogada. O segundo lance envolve um suposto pênalti não marcado de Julián Álvarez sobre Mohamed Salah, justamente no início da jogada que culminou no gol da vitória argentina, anotado por Enzo Fernández.>
O técnico egípcio, Hossam Hassan, manifestou publicamente sua indignação após o jogo, classificando o desfecho como uma "injustiça" e sugerindo que o árbitro poderia ter "algo a esconder". Em sua manifestação formal à entidade máxima do futebol, a Federação Egípcia exigiu uma investigação detalhada sobre os erros apontados e solicitou a exclusão imediata do quarteto de arbitragem francês das escalas para o restante do Mundial.>
Apesar do tom de protesto, a federação publicou uma mensagem de agradecimento aos seus atletas, destacando o orgulho pelos "23 dias dos melhores momentos" compartilhados durante o torneio. Mesmo com a derrota por 2 a 1 e a eliminação nas oitavas de final, o Egito encerra sua participação nos Estados Unidos celebrando a melhor campanha de toda a sua história em Copas do Mundo.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>