Em guerra com os EUA e Israel, o Irã vai disputar a Copa do Mundo? Saiba mais

O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, afirmou que ainda é cedo para comentários detalhados

Publicado em 4 de março de 2026 às 15:31

Pelo regulamento do torneio, em caso de retirada por motivo de força maior, cabe à FIFA decidir sobre a substituição da equipe
Pelo regulamento do torneio, em caso de retirada por motivo de força maior, cabe à FIFA decidir sobre a substituição da equipe Crédito: Instagram / Seleção Irã

A escalada do conflito no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, abriu um cenário de incerteza sobre a presença da seleção iraniana na próxima Copa do Mundo FIFA. A possibilidade de boicote foi levantada pelo próprio presidente da federação local, Mehdi Taj, que declarou à televisão estatal que, diante da situação, “não podemos ter esperança de participar da Copa do Mundo”. O dirigente também anunciou a suspensão do campeonato nacional.

Classificada para sua sétima participação em Mundiais — a quarta consecutiva —, a seleção do Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com partidas previstas para cidades dos Estados Unidos. A situação ganha peso político porque parte dos jogos será realizada em território norte-americano, país diretamente envolvido no conflito.

A FIFA tem adotado cautela. O secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom, afirmou que ainda é cedo para comentários detalhados e que o tema está sendo acompanhado. Até o momento, não há confirmação de diálogo formal sobre uma eventual desistência iraniana.

Pelo regulamento do torneio, em caso de retirada por motivo de força maior, cabe à FIFA decidir sobre a substituição da equipe. Se o Irã ficar fora, a tendência é que outra seleção asiática seja indicada. A próxima edição do Mundial será a primeira com 48 participantes.

Apesar de boicotes já terem ocorrido em Jogos Olímpicos, não há precedentes diretos em Copas do Mundo. O caso mais próximo envolvendo conflito armado foi a exclusão da Iugoslávia da Eurocopa de 1992, substituída pela Dinamarca pouco antes do torneio.