Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 17:06
A diretoria do Paysandu descartou, neste momento, a possibilidade de transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mesmo após o início do processo de recuperação judicial. O tema ganhou força nos bastidores desde o anúncio da medida, mas a gestão bicolor reforça que o foco está na reorganização financeira e na renegociação das dívidas, sem discutir mudanças estruturais no modelo administrativo.>
O debate sobre SAF voltou ao cenário do clube após declarações do ex-presidente Roger Aguilera, que havia apontado anteriormente a transformação empresarial como um caminho para o futuro do Papão. A alternativa, prevista pela Lei nº 14.193/2021, permite que clubes deixem o modelo associativo e passem a operar como empresa, estratégia adotada por equipes brasileiras para ampliar investimentos e equacionar passivos. Apesar das especulações, o presidente Márcio Tuma afirmou que a pauta não está em análise pela atual gestão.>
Com a recuperação judicial em andamento, o Paysandu tenta reestruturar um passivo estimado em cerca de R$ 16,7 milhões. A partir do deferimento do processo, o clube tem prazo de até 60 dias para apresentar um plano detalhado de pagamento aos credores, enquanto as cobranças ficam suspensas temporariamente. A diretoria entende que o mecanismo pode oferecer fôlego financeiro e permitir a reorganização das contas.>
A estratégia adotada pelo clube paraense segue exemplos recentes do futebol brasileiro, como os processos conduzidos por Coritiba e Chapecoense — este último encerrado em 2025. A expectativa da direção bicolor é que a recuperação judicial permita estabilidade econômica e planejamento de longo prazo, priorizando o equilíbrio financeiro antes de qualquer discussão sobre mudanças estruturais.>