Publicado em 26 de agosto de 2026 às 18:12
Uma empresa médica privada admitiu ter confundido exames de Diego Maradona com documentos que pertenciam ao pai do ex-jogador durante o julgamento que investiga as circunstâncias de sua morte. O erro foi identificado no processo e levou à suspensão do julgamento por uma semana, após a defesa dos sete profissionais de saúde apresentar suas alegações finais.>
Maradona morreu aos 60 anos, em novembro de 2020, após sofrer uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar enquanto recebia atendimento médico em casa. Os sete profissionais são acusados de homicídio doloso, sob a suspeita de que teriam agido ou deixado de agir mesmo sabendo que suas condutas poderiam contribuir para a morte do ex-jogador. Todos negam as acusações.>
Segundo documentos, exames laboratoriais do pai de Maradona foram registrados no sistema da empresa Swiss Medical como se pertencessem ao ex-jogador. Os dois tinham o mesmo nome, Diego, o que teria contribuído para a confusão. A empresa reconheceu que os documentos foram associados ao cadastro de Diego Armando Maradona, embora pertencessem a pessoas diferentes.>
Diante da descoberta, o tribunal determinou buscas em dois escritórios da Swiss Medical para verificar a documentação envolvida no caso. Os magistrados, no entanto, esclareceram que a eventual confirmação de que determinados exames não pertenciam a Maradona não invalida automaticamente as demais conclusões da junta médica responsável pela análise do caso.>
O advogado Marcelo D'Angelo, que representa Jana, filha mais nova de Maradona e uma das autoras da ação, afirmou que a defesa está convencida de que as conclusões sobre a responsabilidade dos profissionais permanecerão as mesmas mesmo sem considerar os documentos que apresentaram a confusão.>
O julgamento será retomado na próxima quinta-feira e poderá continuar até setembro. A investigação busca esclarecer se houve negligência nos cuidados prestados ao ex-jogador e se as condutas dos profissionais tiveram relação com sua morte.>
Os sete réus respondem por homicídio doloso, crime que pode resultar em pena de até 25 anos de prisão. Todos afirmam ser inocentes.>