Entenda por que Remo x Santos não terá impedimento semiautomático

As partidas de volta das oitavas de final começam nesta terça-feira (4)

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 15:38

Mangueirão recebe sistema de impedimento semiautomático -
Mangueirão recebe sistema de impedimento semiautomático - Crédito: Foto: Divulgação

Os jogos das oitavas de final da Copa do Brasil seguem sendo disputados com o modelo tradicional de arbitragem de vídeo, sem o auxílio do impedimento semiautomático. A ausência da tecnologia, já utilizada na Série A do Campeonato Brasileiro, gerou dúvidas entre torcedores de Remo e Santos, principalmente às vésperas das decisões da competição.

A explicação está na estrutura necessária para a operação do sistema. Embora o impedimento semiautomático tenha sido implantado no Brasileirão a partir do segundo turno, a tecnologia ainda está disponível apenas nos estádios preparados para receber os equipamentos exigidos.

Hoje, apenas as arenas utilizadas pelos clubes da Série A — além da Arena Barueri — contam com a infraestrutura necessária. Como a Copa do Brasil reúne equipes de diferentes divisões, incluindo clubes da Série B, a CBF optou por manter um único padrão de arbitragem em toda a competição, utilizando exclusivamente o VAR convencional.

A medida evita que algumas partidas tenham acesso à tecnologia enquanto outras sejam disputadas sem ela, preservando a uniformidade do torneio.

Até o momento, a Confederação Brasileira de Futebol não divulgou um cronograma para ampliar o uso do impedimento semiautomático à Copa do Brasil ou à Série B.

As partidas de volta das oitavas de final começam nesta terça-feira (4), com os confrontos entre Remo e Santos, no Mangueirão, e Juventude e Atlético-MG. A rodada continua na quarta-feira (5), com Cruzeiro x Chapecoense, Grêmio x Mirassol, Fluminense x Vasco e Fortaleza x Palmeiras, e será encerrada na quinta-feira (6), quando Vitória enfrenta o Athletico-PR e Corinthians recebe o Internacional.

Como funciona a tecnologia?

O impedimento semiautomático utiliza câmeras de alta precisão instaladas no estádio para captar, em tempo real, a movimentação dos jogadores e da bola. A partir dessas imagens, um sistema de visão computacional identifica automaticamente a posição dos atletas e o momento exato do passe, acelerando a análise dos lances de impedimento.

Apesar da automação, a decisão final continua sendo da equipe de arbitragem de vídeo. O VAR analisa as informações produzidas pelo sistema, valida o resultado e só então comunica o árbitro de campo, que oficializa a decisão. O recurso também permite gerar animações em três dimensões para explicar os lances ao público e às transmissões.