Publicado em 8 de outubro de 2026 às 09:30
O empate por 1 a 1 entre Remo e Grêmio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, teve um lance polêmico logo nos primeiros minutos da partida. Aos 10 minutos do primeiro tempo, Kannemann tocou com o braço na bola dentro da área gremista após uma tentativa de cruzamento de Pikachu. O Remo pediu pênalti, mas a arbitragem mandou o jogo seguir.>
O árbitro Davi De Oliveira Lacerda entendeu que não houve infração e o lance também não foi revisado no monitor. O VAR da partida foi comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro.>
Após o jogo, o ex-árbitro e analista de arbitragem Paulo Caravina publicou uma análise nas redes sociais e considerou que o Remo deveria ter recebido a penalidade. Segundo ele, Davi Lacerda identificou o contato da bola com o braço de Kannemann, mas interpretou que o defensor não teve tempo suficiente para recolher o membro e que a posição era natural.>
Na avaliação de Caravina, porém, o braço do zagueiro estava afastado do corpo e em uma posição que aumentava o espaço de bloqueio. O analista também destacou que Kannemann só movimentou o braço para junto do corpo depois que a bola já havia feito o contato.>
“Na minha interpretação não vejo o Kannemann interromper intencionalmente a bola. Mas ele não está recolhendo o braço, o braço está longe do corpo, o que eu entendo como antinatural. O defensor gremista só recolhe o braço após a bola tocar no seu braço”, afirmou.>
Caravina também questionou a decisão de campo e a atuação do VAR no episódio. Ao comentar o período de aproximadamente 20 dias sem partidas do Brasileirão por causa da Data Fifa, o ex-árbitro criticou a preparação da arbitragem.>
“Essa é a arbitragem da CBF. 20 dias de Data Fifa, zero treinamento para os árbitros. É uma piada não marcar esse pênalti para o Remo”, declarou.>
O resultado manteve o Remo na 19ª posição do Campeonato Brasileiro, agora com 24 pontos. O Grêmio também segue dentro da zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 30 pontos.>