Ex-jogador da Roma, Nainggolan pode pegar dois anos de prisão por lavagem de dinheiro

Promotoria de Bruxelas pediu a condenação do ex-meio-campista, acusado de movimentar mais de 100 mil euros ligados a um investigado por tráfico internacional de cocaína.

Publicado em 30 de outubro de 2026 às 15:13

Promotoria de Bruxelas pediu a condenação do ex-meio-campista, acusado de movimentar mais de 100 mil euros ligados a um investigado por tráfico internacional de cocaína.
Promotoria de Bruxelas pediu a condenação do ex-meio-campista, acusado de movimentar mais de 100 mil euros ligados a um investigado por tráfico internacional de cocaína. Crédito: Reprodução 

O ex-jogador belga Radja Nainggolan pode ser condenado a dois anos de prisão por lavagem de dinheiro na Bélgica. O pedido foi apresentado pela Promotoria de Bruxelas nesta sexta-feira (30), em um processo que investiga uma rede internacional de tráfico de cocaína. Apesar de responder por lavagem de dinheiro, o ex-meio-campista não é acusado de participar diretamente do esquema de drogas.

A acusação contra Nainggolan envolve uma quantia superior a 100 mil euros recebida de Nasr-Eddine Sekkaki, um dos investigados no caso. Segundo a Promotoria, o ex-atleta teria recebido 105 mil euros em espécie, cerca de R$ 637 mil, e ajudado a transferir o valor para a conta bancária da mãe de Sekkaki.

Nainggolan apresentou uma versão diferente sobre a origem do dinheiro. Ele afirmou que recebeu a quantia como empréstimo, pois suas contas bancárias estavam bloqueadas durante um processo de divórcio.

O caso começou a ser investigado em 2023 e envolve uma rede suspeita de transportar cocaína da América do Sul para a Europa pelo porto de Antuérpia, na Bélgica. As autoridades também apuram a distribuição da droga em território belga.

Em janeiro de 2025, uma operação policial realizou buscas em 30 endereços e prendeu diversos suspeitos. Posteriormente, em março de 2026, a Justiça belga decidiu levar 16 pessoas a julgamento.

Nainggolan está entre os acusados de ocultar a origem e a movimentação de recursos relacionados a atividades criminosas. A Promotoria pede dois anos de prisão para o ex-jogador, que ainda responde ao processo.