F1: Verstappen lidera primeiro treino do GP da Malásia; Bortoleto termina em 13º

Holandês da Red Bull marcou 1min37s520 em Sepang, enquanto brasileiro ficou entre os dez pilotos que mais completaram voltas na sessão.

Publicado em 2 de outubro de 2026 às 07:45

Holandês foi o mais rápido na pista - 
Holandês foi o mais rápido na pista -  Crédito: Divulgação/Red Bull

A Fórmula 1 iniciou nesta sexta-feira (2) o fim de semana do Grande Prêmio da Malásia, que marca o retorno do Circuito de Sepang ao calendário da categoria após nove anos. No primeiro treino livre, Max Verstappen foi o mais rápido ao registrar 1min37s520, seguido por George Russell e Isack Hadjar. Gabriel Bortoleto terminou a atividade na 13ª colocação.

O brasileiro começou o treinamento com o 15º melhor tempo e chegou a ocupar a 16ª posição durante a sessão. Na parte final, porém, colocou os pneus macios e conseguiu melhorar sua marca, garantindo o 13º lugar na tabela.

Apesar de não ter aparecido entre os primeiros colocados, Bortoleto teve bastante atividade em pista. O piloto da Sauber completou 22 voltas, mesmo número de Carlos Sainz e George Russell. O único competidor que rodou mais foi Arvid Lindblad, que acumulou 27 giros.

Verstappen assumiu a liderança ainda nas primeiras tentativas com os pneus macios e permaneceu no topo durante boa parte do treino. As Mercedes chegaram a diminuir uma diferença que inicialmente era de cerca de sete décimos, com Russell ficando a apenas 0s049 do piloto da Red Bull.

A disputa pela liderança mudou novamente quando Russell colocou os pneus macios e passou a ocupar a primeira posição. Verstappen, entretanto, recuperou o posto a aproximadamente 25 minutos do encerramento da atividade.

Na Ferrari e na Mercedes, os pilotos adotaram estratégias diferentes durante o treino. Kimi Antonelli e Lewis Hamilton utilizaram pneus macios em momentos distintos, enquanto Russell e Charles Leclerc tiveram desempenho superior entre os companheiros. Leclerc terminou em quarto, atrás de Hadjar.

O retorno de Sepang ao calendário também trouxe um desafio adicional para boa parte do grid. Apenas dez dos 22 pilotos que atualmente disputam a Fórmula 1 já haviam competido no circuito, que recebeu uma etapa da categoria pela primeira vez em 1999.

As características da pista já provocaram reclamações e escapadas durante a sessão. Hadjar, Leclerc e Liam Lawson tiveram dificuldades na curva 15, última do traçado, considerada uma das partes mais exigentes de Sepang. A combinação entre a redução rápida de velocidade, a inclinação do trecho e a necessidade de maior controle da direção tornou o setor especialmente complicado.

A degradação dos pneus também chamou atenção. Leclerc classificou o desgaste como muito elevado, enquanto Russell relatou dificuldades relacionadas à perda de desempenho dos compostos. Hadjar, por sua vez, reclamou do chamado "ar sujo" provocado pelos carros à frente.

Bortoleto também destacou as condições de calor enfrentadas pelos pilotos. Segundo o brasileiro, a sensação térmica em Sepang foi ainda mais intensa do que a registrada durante o primeiro treino livre do GP do Bahrein.

O retorno da Malásia ao calendário aconteceu após um acordo envolvendo Bahrein, Fórmula 1 e Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A etapa mantém oficialmente o nome do GP do Bahrein, enquanto Sepang recebe a corrida. O país do Oriente Médio permanece como anfitrião e patrocinador, além de participar da comercialização dos ingressos e da organização do evento.

A mudança ocorreu em meio aos conflitos no Oriente Médio, que também afetaram o calendário da temporada e levaram ao cancelamento do GP da Arábia Saudita de 2026. Para a Malásia, o acordo representa o retorno de uma prova que deixou o calendário após a edição de 2017, principalmente devido às dificuldades financeiras relacionadas aos custos de realização.

Para este fim de semana, a Mercedes ainda apresentou um carro com pintura especial e levou sete atualizações para Sepang. As mudanças envolvem componentes como assoalho, suspensão traseira, laterais e região traseira do chassi.

Com a primeira atividade concluída, os pilotos voltam à pista para a sequência da programação do GP da Malásia. A expectativa é de que as equipes utilizem os próximos treinos para entender melhor o comportamento dos pneus e as características do circuito, especialmente diante das altas temperaturas e da elevada degradação registrada na abertura do fim de semana.