FPF se manifesta após conclusão de inquérito em caso de indiciamento de árbitro

A investigação começou após uma alteração na súmula do jogo entre Paraense e Santos

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 15:45

O indiciamento encerra a investigação policial, mas não representa uma condenação
O indiciamento encerra a investigação policial, mas não representa uma condenação Crédito: Divulgação / FPF

A Federação Paraense de Futebol (FPF) se manifestou nesta segunda-feira (11) após a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Pará que investigou uma suposta alteração irregular na súmula da partida entre Paraense e Santos, disputada em novembro de 2025.

A investigação resultou no indiciamento do árbitro Olivaldo José Alves Moraes e de Fernando José de Castro Rodrigues, que à época presidia a Comissão de Arbitragem da FPF. Segundo a Polícia Civil, os dois foram enquadrados no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que trata da alteração ou falsificação de resultado ou aspecto relacionado a competição esportiva.

Em nota, a FPF afirmou que tomou conhecimento da conclusão do inquérito por meio da imprensa e de seus canais oficiais. A entidade ressaltou que o procedimento policial tem caráter informativo e preliminar e que cabe agora ao Ministério Público analisar o caso.

A Federação também destacou o princípio da presunção de inocência e o devido processo legal, afirmando que aguardará as manifestações das autoridades competentes.

“A entidade reafirma seu compromisso inarredável com a transparência, a integridade do esporte e o respeito às instituições”, afirmou a FPF, que também reforçou ter colaborado com as autoridades durante a investigação.

O caso

A investigação começou após uma alteração na súmula do jogo entre Paraense e Santos. O documento inicialmente apontava Gabriel de Aviz Vidal, camisa 6, como expulso. Quatro dias depois, um adendo passou a indicar Francisco Kawan da Costa Monteiro, camisa 11, como o jogador que havia recebido o cartão vermelho.

Segundo a investigação policial, a mudança teria sido feita de forma deliberada. O relatório final foi assinado pelo delegado Marcos André Araújo da Silva em 7 de agosto.

O inquérito também analisou uma denúncia de suposta coação no curso do processo contra Fernando José, mas não houve indiciamento por falta de provas.

Fernando José deixou a presidência da Comissão de Arbitragem da FPF em 21 de julho. O indiciamento encerra a investigação policial, mas não representa uma condenação.