Gesto obsceno: entenda a regra que expulsou o atacante Jajá, do Remo

Atacante azulino marcou gol no primeiro tempo, mas acabou expulso após gesto obsceno flagrado pelo VAR no Mangueirão.

Publicado em 25 de maio de 2026 às 09:51

Atacante foi expulso ainda no primeiro tempo - 
Atacante foi expulso ainda no primeiro tempo -  Crédito: Reprodução

O atacante Jajá viveu uma tarde de extremos no confronto entre Clube do Remo e Athletico Paranaense, neste domingo (24), no Mangueirão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.

O jogador abriu o placar para o Leão Azul aos 13 minutos do primeiro tempo, mas acabou expulso nos acréscimos da etapa inicial após realizar um gesto obsceno em direção ao lateral Benavídez, da equipe paranaense.

O lance passou despercebido inicialmente, mas os jogadores do Athletico-PR reclamaram com a arbitragem. Após revisão do VAR, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima identificou a atitude do atacante e aplicou cartão vermelho direto ao camisa 37.

A expulsão segue as diretrizes disciplinares adotadas pela Confederação Brasileira de Futebol e pela International Football Association Board. Pelas normas atuais, gestos considerados obscenos, ofensivos ou de cunho sexual direcionados a adversários, árbitros ou torcedores são enquadrados como conduta antidesportiva grave e resultam em expulsão imediata.

O caso de Jajá não é isolado nesta temporada. Os jogadores Allan e André Ramalho também receberam cartões vermelhos em situações semelhantes no Brasileirão após realizarem gestos na região genital durante partidas.

Após o jogo, o lateral Benavídez comentou o episódio e afirmou que atitudes desse tipo não devem acontecer dentro de campo. Segundo o defensor do Athletico-PR, o lance ficou para trás após a expulsão, e o foco da equipe passou a ser a reação na partida.

Com um jogador a menos, o Remo sofreu a virada no segundo tempo e acabou derrotado por 2 a 1. O resultado deixou o clube paraense na vice-lanterna da Série A.

Além da suspensão automática, casos desse tipo ainda podem ser analisados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Dependendo do julgamento, o atleta pode receber punições adicionais, além de possíveis sanções internas aplicadas pelo próprio clube, como advertências e multas.