Publicado em 7 de março de 2026 às 10:53
A final do Campeonato Paraense 2026 entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club, marcada para este domingo (8), às 17h, no Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, também será palco de uma ação de conscientização ambiental. A iniciativa chamada “Parada pelo Clima” busca alertar para os impactos das mudanças climáticas no futebol e contará com a participação dos influenciadores Carter Batista e Caio Cappi.>
A campanha é promovida pela Federação Paraense de Futebol em parceria com a organização Terra FC. Segundo estudo realizado pela consultoria Environmental Resources Management (ERM), eventos climáticos extremos podem provocar uma desvalorização de até R$ 55 milhões no valor de mercado dos dois clubes ao longo dos próximos 25 anos.>
A pesquisa aponta que Belém, cidade-sede das equipes e do Mangueirão, está entre as localidades com risco elevado de enfrentar inundações severas e incêndios florestais nas próximas décadas.>
De acordo com o presidente da federação, Ricardo Gluck-Paul, a campanha busca destacar o papel do esporte na defesa ambiental. Ele afirma que o projeto colocou o campeonato paraense em posição de destaque no debate sobre sustentabilidade no futebol brasileiro e reforçou a necessidade de união em torno da proteção da Amazônia.>
"A Parada pelo Clima posicionou o Parazão na vanguarda da sustentabilidade no esporte nacional. Foram dez rodadas reforçando ao público a necessidade de união. O pioneirismo da FPF demonstra o papel estratégico do futebol na proteção da nossa Amazônia, do nosso país e do nosso esporte. Essa é uma responsabilidade coletiva”, apontou Ricardo Gluck-Paul.>
Os dados do Terra FC também indicam que o problema não se limita ao Pará. Entre os 60 clubes que disputaram as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro em 2025, 47 estão localizados em cidades com alto risco de eventos climáticos extremos nos próximos 25 anos. As perdas estimadas para o futebol brasileiro podem chegar a cerca de R$ 70 bilhões nas próximas décadas.>
Segundo a diretora de campanhas do Terra FC, Laura Moraes, os impactos podem afetar diretamente o funcionamento do esporte, incluindo danos à infraestrutura dos estádios, aumento de custos de manutenção, dificuldades logísticas e redução de receitas.>
“O futebol é inseparável da sociedade e da economia do país, movimenta cadeias produtivas, empregos e identidades comunitárias. Diante do risco de danos estruturais e financeiros que podem se tornar permanentes, é urgente incorporar estratégias de adaptação e mitigação climática à governança e ao planejamento do setor esportivo”, afirma.>
Além de Remo e Paysandu, o estudo cita clubes como Clube de Regatas do Flamengo, Fluminense Football Club, Botafogo de Futebol e Regatas, Club de Regatas Vasco da Gama e Athletic Club entre os mais expostos a diferentes tipos de eventos climáticos severos.>
Durante o Parazão 2026, a campanha transformou as pausas técnicas das partidas em momentos de conscientização. Ao longo das rodadas, foram exibidos vídeos nos telões do estádio, mensagens de locução e conteúdos nas transmissões da TV Cultura do Pará e do Canal do Benja, abordando temas como crise hídrica e aumento das temperaturas.>
A proposta da ação é mostrar que, apesar da rivalidade histórica dentro de campo, clubes e torcedores compartilham um desafio comum: os impactos da crise climática no futuro do futebol.>