Instabilidade marca defesa do Paysandu, que já teve 10 formações diferentes de zaga na temporada

Lesões, suspensões, saídas de jogadores e mudanças por opção técnica fizeram o Papão alterar constantemente o setor defensivo em 2026.

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 11:19

Zagueiro Bruno Bispo treinando pelo Paysandu -
Zagueiro Bruno Bispo treinando pelo Paysandu - Crédito: Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

A busca por uma formação ideal para a defesa tem sido um dos principais desafios do Paysandu em 2026. Ao longo da temporada, o técnico Júnior Rocha já precisou utilizar 10 duplas de zaga diferentes, reflexo de lesões, suspensões, saídas de atletas e mudanças promovidas pela comissão técnica. A constante troca de peças impediu a consolidação de uma parceria fixa no setor defensivo.

A alta rotatividade na zaga acompanha as mudanças vividas pelo elenco bicolor durante o ano. O clube passou por uma reformulação significativa, contratando novos defensores e promovendo atletas da base, enquanto também perdeu jogadores importantes ao longo da temporada.

Das dez combinações utilizadas, participaram os zagueiros Castro, Lucca Carvalho, Quintana, Iarley, Bruno Bispo, Cauã Libonati e Pedro Carrerette. Desses atletas, Castro (segue afastado por indisciplina), Quintana e Lucca Carvalho já deixaram o clube, enquanto Iarley, Bruno Bispo, Cauã Libonati e Pedro Carrerette seguem à disposição do técnico Júnior Rocha para a sequência da temporada.

As formações utilizadas foram:

- Castro e Lucca Carvalho;

- Castro e Quintana;

- Castro e Iarley;

- Castro e Bruno Bispo;

- Iarley e Quintana;

- Iarley e Bruno Bispo;

- Iarley e Lucca Carvalho;

- Iarley e Cauã Libonati;

- Bruno Bispo e Pedro Carrerette;

- Bruno Bispo e Lucca Carvalho.

Entre os fatores que contribuíram para as alterações estão as lesões de jogadores, suspensões por cartões e a necessidade de administrar o desgaste físico diante da sequência de partidas. Além disso, o Paysandu negociou atletas durante a temporada e reforçou o setor com novas contratações, como o zagueiro Pedro Carrerette, que chegou na última janela e passou a disputar espaço na equipe titular.

Apesar da rotatividade no setor defensivo, o Paysandu faz uma temporada positiva. Em 39 jogos, o clube conquistou 22 vitórias, cinco empates e sofreu 12 derrotas, com 68 gols marcados e 50 sofridos. O Papão também já levantou três taças em 2026, conquistando os títulos do Campeonato Paraense, Copa Norte e Copa Verde. Além disso, chegou às oitavas de final da Copa do Brasil.

Apesar das mudanças constantes, Júnior Rocha tem defendido as escolhas feitas para o sistema defensivo. O treinador afirma que as escalações são definidas com base no desempenho apresentado pelos atletas nos treinamentos e nas características exigidas para cada adversário, buscando manter a competitividade do elenco ao longo da Série C.

A falta de uma dupla consolidada, no entanto, é apontada como um dos motivos para a irregularidade defensiva da equipe em alguns momentos da temporada. desde a saída de Castro, um dos principais zagueiros do time bicolor, afastado por indisciplina do elenco, o comandante bicolor tem quebrado a cabeça para achar uma zaga ideal para o time do bicola, mas acredita que a concorrência interna fortalece o grupo e amplia as opções para a reta decisiva da competição.

A diretoria também trabalhou para aumentar a competitividade do elenco. Em 2026, o Paysandu promoveu uma ampla reformulação, chegando à marca de 20 contratações, sendo três delas para a zaga. A estratégia foi ampliar as alternativas para um calendário longo e minimizar os impactos provocados por desfalques ao longo do campeonato.

Agora, o Papão entra na reta final da primeira fase da Série C sabendo que a solidez defensiva pode ser decisiva na luta pela classificação ao quadrangular do acesso. Com confrontos diretos pela frente, a expectativa da comissão técnica é encontrar uma formação que dê mais estabilidade ao sistema defensivo e permita ao time ganhar consistência nos jogos mais importantes da temporada.

Texto por Pedro Moraes, com a Supervisão de Alexandre Alencar.