Jovens da seleção brasileira prontos para brilhar na era pós-Copa do Mundo

Em três semanas, a Seleção entra em campo três vezes — duas contra a Austrália e uma contra a Índia.

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 16:45

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A Copa do Mundo de 2026 terminou para o Brasil em julho, com eliminação por 2 a 1 diante da Noruega nas oitavas de final, em uma partida na qual Erling Haaland marcou duas vezes e estendeu a maior espera do Brasil por um título mundial desde 2002. O pênalti convertido por Neymar nos acréscimos acabou sendo seu último lance com a camisa da Seleção, encerrando uma carreira internacional que o consagrou como maior artilheiro da história do time nacional.

Agora, com a aposentadoria de Neymar confirmada e Carlo Ancelotti de volta ao comando técnico, a primeira janela de jogos da Seleção após essa saída marca também o início de uma reconstrução de verdade, com direito a troca de geração. Torcedores que quiserem acompanhar essa fase, além das primeiras movimentações do mercado de apostas em torno do novo Brasil, podem contar com o Código de indicação bet365.

Em três semanas, a Seleção entra em campo três vezes — duas contra a Austrália e uma contra a Índia —, no que promete ser o primeiro retrato claro de quem Ancelotti pretende levar rumo a 2030.

O que esperar dos três jogos do Brasil

O Brasil enfrenta os Socceroos duas vezes em cinco dias: primeiro na sexta-feira, 25 de setembro, em Townsville, depois na terça-feira, 29 de setembro, em Brisbane. As duas partidas fazem parte da Queensland Football Series 2026 e marcam o primeiro teste competitivo (pelo menos oficialmente) do Brasil desde a queda na Copa. A Austrália também vem de uma boa campanha no Mundial, tendo avançado ao mata-mata, e uma seleção australiana entrosada jogando em casa deve dar mais trabalho do que o retrospecto sugere — mesmo com o Brasil invicto em nove dos onze confrontos disputados desde 1988.

Na sequência, o Brasil viaja até Calcutá para enfrentar a Índia em 3 de outubro, no primeiro confronto da história entre as seleções principais dos dois países. Atualmente na quinta posição do ranking da Fifa, o Brasil será o adversário mais bem colocado que a Índia já enfrentou desde a criação do ranking, em 1992. Como a próxima Copa América só acontece em 2028 e a próxima Copa do Mundo em 2030, Ancelotti tem espaço de sobra para testar nomes nos três jogos.

Jogadores para ficar de olho na reconstrução do Brasil

O ponto mais claro a observar nessas três partidas é o quanto de responsabilidade Ancelotti vai depositar em Vinicius Jr., Rodrygo e Endrick. Os três jogam juntos no Real Madrid e agora precisam provar que também conseguem sustentar o ataque da Seleção. Reparar como eles se entendem em campo — e se Ancelotti vai montar o ataque em torno dessa afinidade em vez de uma hierarquia fixa — vai dizer mais sobre o futuro do time do que qualquer placar.

Por trás deles existe uma pergunta mais difícil de responder. Casemiro, Alisson Becker e Marquinhos provavelmente já estarão aposentados quando 2030 chegar, e alguém vai precisar começar a assumir a liderança que eles deixarão para trás.

Três jogos são uma amostra pequena, mas a quem Ancelotti recorrer nos momentos de tensão — seja lançando um jogador mais jovem numa função de liderança, seja mantendo um veterano especificamente para conduzir essa transição — vai dar pistas reais sobre os planos.

O intervalo entre os jogos contra a Austrália e a viagem à Índia acrescenta outra camada digna de atenção: Ancelotti vai revezar bastante o time entre as partidas para testar o maior número possível de jogadores, ou vai definir um trio ofensivo titular e deixar que ele ganhe entrosamento ao longo dos três jogos? Cada caminho conta uma história diferente sobre a velocidade com que o Brasil pretende deixar para trás a era Neymar.