Júnior Rocha celebra classificação do Paysandu: ‘não abro mão das minhas convicções’

Técnico valoriza vitória sobre o Santa Rosa em Ipixuna, exalta presença da base e projeta equipe mais forte para o mata-mata do Parazão.

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 10:10

Júnior Rocha, novo comandante do Papão -
Júnior Rocha, novo comandante do Papão - Crédito: Matheus Vieira/Paysandu

A vitória do Paysandu Sport Club sobre o Santa Rosa, em Ipixuna, pela sexta rodada do Campeonato Paraense, representou mais do que três pontos. O resultado garantiu a classificação alviceleste e, segundo o técnico Júnior Rocha, consolidou um projeto que aposta na mescla entre juventude e experiência.

Na entrevista coletiva concedida à Papão TV após a partida, o treinador destacou que o elenco soube lidar com a pressão, especialmente após um desempenho anterior que não havia agradado o torcedor. Para ele, a equipe executou o plano traçado, mesmo diante das dificuldades naturais de um campeonato equilibrado.

Rocha fez questão de agradecer à torcida bicolor, que compareceu em bom número ao estádio, criando ambiente semelhante ao de um jogo em Belém. “O Paysandu é grande pelo seu torcedor”, ressaltou, ao comentar que, no futebol atual, o peso da camisa já não é suficiente para garantir superioridade dentro de campo.

Um dos pontos mais enfatizados pelo comandante foi a presença de cinco atletas formados na base ao término da partida. Ele classificou o feito como raro no contexto recente do clube e afirmou que a utilização dos jovens não é improviso, mas parte de uma estratégia construída desde o início da temporada. “Desde o primeiro dia eu deixei claro que não abriria mão das nossas ideias”, afirmou, reforçando que prefere manter convicções a buscar estabilidade momentânea.

O treinador também comentou a importância do atacante Ítalo, que marcou na partida após desperdiçar oportunidades em jogos anteriores. Mesmo reconhecendo que o camisa 9 não costuma falhar em chances claras, Rocha elogiou o comprometimento tático e a disciplina do jogador, apontando-o como referência técnica e exemplo para o grupo.

Ao avaliar a campanha na primeira fase, o técnico classificou o período como aprendizado constante. Ele citou oscilações naturais do futebol e lembrou que até treinadores consagrados, como Tite, enfrentam momentos adversos. Para Rocha, o segredo está na dedicação diária e no estudo permanente, sobretudo em um cenário cada vez mais competitivo.

Classificado, o Paysandu agora volta suas atenções para o duelo contra a Tuna na próxima fase. O treinador acredita que a equipe chega mais madura para o confronto, embora reconheça que o futebol atual exige sofrimento e resiliência até o apito final.

“Vitória traz confiança, mas não é receita pronta. Estamos apenas no sexto jogo juntos”, pontuou. Segundo ele, a evolução demanda tempo, trabalho e coragem para sustentar um modelo de jogo propositivo, meta que, garante, continuará sendo perseguida para entregar ao torcedor um desempenho mais consistente nas fases decisivas do Parazão.