Júnior Rocha critica arbitragem em empate do Paysandu: 'Temos que fazer dois para valer um'

Técnico aponta decisões confusas no duelo contra o Brusque, mas valoriza atuação do time na Curuzu.

Publicado em 13 de abril de 2026 às 12:36

Técnico lamentou decisões da arbitragem - 
Técnico lamentou decisões da arbitragem -  Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

O empate em 1 a 1 com o Brusque, na Curuzu, acendeu o sinal de alerta no Paysandu. Apesar de considerar a atuação positiva, o técnico Júnior Rocha fez duras críticas à arbitragem da partida.

Em entrevista coletiva, o treinador classificou como confusa a atuação do árbitro Tarcizo Pinheiro Caetano, destacando inconsistências nos principais lances do jogo. Segundo Rocha, decisões importantes, como o pênalti marcado a favor do Paysandu e o gol do adversário, geraram dúvidas.

O comandante bicolor chegou a afirmar que a equipe tem enfrentado dificuldades para validar seus gols, citando episódios recentes em que lances foram anulados ou contestados. Para ele, esses momentos acabam influenciando diretamente no andamento das partidas.

"Estamos em uma sina. Temos que fazer dois gols pra valer um. Foi assim contra o Volta Redonda-RJ e hoje novamente. No momento, esse gol faria total diferença na partida, pois estávamos em cima do adversário e um gol anulado daquela maneira, sem ninguém entender. Eu não falo de arbitragem, não sou capacitado para isso, mas se sai gol era um momento em que o jogo se tornaria totalmente diferente. O gol também que o Brusque fez achei carga em cima do Marcinho, um pênalti que ele deu pra nós também foi duvidoso Enfim... uma arbitragem confusa de Série C”, disse.

Apesar das críticas, Júnior Rocha elogiou o desempenho do time, ressaltando o volume de jogo e a capacidade de reação mesmo após sair atrás no placar. No entanto, reforçou a necessidade de maior eficiência nas finalizações para evitar situações de risco.

"Não posso deixar de enaltecer a partida que fizemos. O volume de jogo, as chances criadas e é continuar insistindo, para que tenhamos uma efetividade melhor nas partidas e não passarmos esses sustos como ocorreu hoje com a arbitragem”, comentou.

O treinador também explicou a demora nas substituições, afirmando que não identificou queda de rendimento significativa entre os jogadores em campo, o que justificou a manutenção da equipe por mais tempo.

"Não vi diferença nossa do primeiro para o segundo tempo. Vi meu time superior, buscando os gols. As trocas [não foram feitas antes] porque não tinha jogador abaixo e não faz sentido trocar. Fizemos um jogo muito equilibrado e o que pedimos, mesmo atrás do placar, nossa equipe não pode desorganizar. Se isso ocorrer vamos fazer coisas que a agente não treina e fazer isso a possibilidade de dar errado é muito grande", finalizou.