Junior Rocha lamenta derrota do Paysandu para o Brusque: 'Não fomos efetivos'

Técnico do Papão reconheceu dificuldades na criação e apontou falta de sincronia após mudanças táticas na derrota por 2 a 1 no Mangueirão.

Publicado em 8 de setembro de 2026 às 09:10

Técnico bicolor lamentou chances perdidas - 
Técnico bicolor lamentou chances perdidas -  Crédito: Papão TV

O técnico Junior Rocha reconheceu os problemas apresentados pelo Paysandu na derrota por 2 a 1 para o Brusque, nesta segunda-feira (7), no Mangueirão, pela primeira rodada do quadrangular do acesso da Série C do Campeonato Brasileiro. Para o treinador, o principal fator que impediu o Papão de buscar o empate foi a falta de efetividade nas oportunidades criadas.

Segundo Junior Rocha, o Paysandu teve uma atuação mais organizada no primeiro tempo, quando manteve a estrutura utilizada nos treinamentos e nas partidas anteriores. A situação mudou na etapa final, principalmente após a necessidade de alterar o desenho tático e colocar dois jogadores de área, Ítalo e Juninho.

“No primeiro tempo tivemos uma melhor sincronia de conjunto porque jogamos assim há bastante tempo. Quando tem a alteração tática, com dois camisas 9 em campo, mesmo treinando, ainda é pouco para ter uma sincronia melhor de equipe pela intensidade que precisa. Mesmo criando as possibilidades, não fomos efetivos para empatar o jogo”, explicou o treinador.

Junior Rocha também avaliou o desempenho do Paysandu nas jogadas pelos lados do campo. De acordo com o comandante, a intenção era explorar os dois corredores de maneira equilibrada, mas a equipe conseguiu ter maior rendimento pelo lado direito, principalmente com Thayllon.

Depois que o Brusque marcou o segundo gol, Luciano Taboca sentiu e precisou deixar o campo. Para o técnico bicolor, a situação prejudicou ainda mais a capacidade de criação da equipe.

“Tentamos usar os dois corredores iguais para atacar. No primeiro tempo fluiu mais com o Thayllon pela direita. Depois do segundo gol, o Luciano Taboca sentiu. Faz parte. Tentamos circular dos dois lados, mas o direito fluiu melhor. No segundo tempo faltou sincronia para criar mais pelos lados”, afirmou.

Cartões amarelos preocupam o Paysandu

Outro ponto destacado pelo treinador foi o número de cartões recebidos durante a partida. O Paysandu entrou em campo com quatro jogadores pendurados: Gustavo Henrique, Pedro Carrerette, Caio Mello e Pedro Henrique.

Junior Rocha afirmou que os cartões fazem parte da dinâmica da partida, mas admitiu que precisou administrar a situação para evitar uma possível expulsão e não comprometer ainda mais a equipe.

“É do jogo. Não tem como controlar isso. O Pedro Carrerette vem pegando muita experiência na Série C. É importante para a carreira dele. O Caio Mello não tinha outra alternativa. Sempre peço para ser muito combativo e matar as jogadas, o que não fizemos nos dois gols”, disse.

O treinador também destacou a eficiência do Brusque nos contra-ataques e reconheceu que o adversário soube aproveitar os espaços concedidos pelo Paysandu.

“O Brusque é muito letal na transição. Serve de experiência para eu analisar e tirar do jogo quem já está com cartão amarelo. Teve uma transição que o Pedro tirou o pé para não tomar o segundo amarelo”, completou.

Com a derrota na estreia, o Paysandu começa o quadrangular da Série C sem pontuar e ocupa a última colocação do Grupo C. Agora, o Papão terá um compromisso fora de casa na segunda rodada da fase decisiva.

O time bicolor volta a campo no próximo domingo (13), às 16h, para enfrentar a Ferroviária, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, no interior de São Paulo.