Justiça autoriza novo empréstimo e abre processo para venda de 90% da SAF do Vasco

Financiamento de até R$ 150 milhões foi aprovado e propostas para a compra da SAF serão apresentadas em audiência marcada para 25 de setembro

Publicado em 10 de setembro de 2026 às 17:32

Financiamento de até R$ 150 milhões foi aprovado e propostas para a compra da SAF serão apresentadas em audiência marcada para 25 de setembro
Financiamento de até R$ 150 milhões foi aprovado e propostas para a compra da SAF serão apresentadas em audiência marcada para 25 de setembro Crédito: Reprodução

Nesta quinta-feira (10), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou o Vasco a contratar um novo financiamento de até R$ 150 milhões e determinou a abertura do processo competitivo para a venda de 90% da nova Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. As propostas deverão ser apresentadas de forma fechada em uma audiência marcada para 25 de setembro, às 14h.

A decisão foi assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, e permite o início do processo para a alienação da chamada UPI Equity, que representa os 90% da nova SAF.

O financiamento será contratado junto à Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa ligada ao empresário Marcos Faria Lamacchia. A proposta apresentada pelo grupo foi considerada a mais vantajosa entre as alternativas avaliadas durante a busca por investidores.

Apesar da autorização, os R$ 150 milhões não serão liberados automaticamente de uma só vez. Os desembolsos deverão acompanhar as necessidades de caixa da Vasco SAF, com monitoramento da evolução financeira da empresa.

A decisão também teve parecer favorável dos auxiliares da Justiça e do Ministério Público. O promotor Gustavo Lunz não se opôs à homologação do novo financiamento nos termos apresentados pelo Vasco no processo de recuperação judicial.

A proposta de Marcos Lamacchia prevê R$ 500 milhões em aportes destinados exclusivamente ao futebol, além de compromissos relacionados às dívidas da recuperação judicial e outras garantias. A negociação envolvendo a compra da SAF gira em torno de R$ 3 bilhões.

O processo, no entanto, ainda está aberto para outros interessados. A ideia é que a proposta apresentada por Lamacchia seja submetida a uma disputa de mercado para buscar a melhor condição econômica para o Vasco.

Caso nenhuma oferta superior seja apresentada e avance no processo, a proposta de Lamacchia será declarada vencedora e seguirá para as próximas etapas, que incluem a análise pelos Conselhos do clube.

Por ser o chamado stalking horse da negociação, termo usado para definir o investidor que apresenta a proposta-base, Lamacchia terá o direito de cobrir uma eventual oferta superior apresentada por outro interessado.

Os auxiliares do juízo também recomendaram medidas para proteger os credores e garantir a competitividade da disputa, como garantias bancárias, mecanismos de arras e a manutenção das condições do financiamento mesmo que outro investidor vença o processo.

A Almirante Participações apresentou uma alteração em sua proposta para incluir essas salvaguardas, além de garantias para cobertura do passivo e compromissos relacionados ao fluxo financeiro da futura SAF.

Com a decisão da Justiça, o Vasco dá mais um passo no processo de reestruturação financeira e na busca por um novo controlador para 90% da SAF.